Quem trabalha com GNU/Linux a vários anos já tem sua forma, as vezes bastante particular, de fazer as coisas. Me refiro a interfaces de desenvolvimento, alguns preferem utilizar console/Emacs/Vim etc e outros gostam de interface visual, cheia de botões. Os dois métodos podem ser eficientes, tudo depende de quem está do outro lado do monitor.

No meu caso, utilizo Emacs para fazer praticamente tudo, desde desenvolvimento, edição de arquivos, substituição entre outras rotinas que fui criando dentro do Emacs no decorrer dos anos e utilizo até hoje para facilitar meu trabalho. E de fato ajuda muito no dia-a-dia, deixando as pessoas que gostam dos IDEs cheios de botões impressionadas com a agilidade e as centenas de teclas de atalho que utilizo dentro do Emacs.

Tenho passado por situações curiosas, pois trabalho em um time de desenvolvimento bem diversificado. Faço meu trabalho utilizando GNU/Linux, Emacs, Python, C++ e tem vários outros times utilizando outras ferramentas, outros sistemas operacionais e outras IDEs e até outras linguagens. Já passei por algumas resistências por parte das outras equipes, principalmente ao tentar centralizar todos os trabalhos em um sistema de controle de versões, como SVN. Quando viram eu trabalhando no SVN (em linha de comando), já houve uma grande resistência para digitar dois comandos diários, um svn update de manhã e um svn commit a noite. Bom, por sorte conseguimos integrar o SVN em seus IDEs e a resistência acabou! 🙂

O meu amigo TaQ fez uma charge e um post sobre isso, revelando seu grande talento para desenho e ilustrando bem a situação. 🙂

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