Ontem foi o dia do lançamento do Ubuntu Gutsy Gibbon. Embora eu já estava utilizando o Release Candidate 1 desde sua liberação, no momento que o ISO foi liberado resolvi fazer o download para minha arquitetura (AMD64), queimar um CD e reinstalar minha máquina principal de trabalho e desenvolvimento. Sei que não precisava fazer isso, pois o RC1 estava sendo constantemente atualizado e a cada upgrade, a minha máquina ficava atualizada até ao ponto de ser a versão final. Aproveitei o tempo do RC1 para fuçar bastante, mexer aqui, ali, fazer alterações críticas, testar coisas novas e experimentar de tudo sem medo, para depois fazer uma reinstalação da versão final e habilitar apenas os itens que seriam úteis no meu dia-a-dia, eliminando as aventuras a parte.

Assim eu fiz, durante o período de testes observei quais itens seriam interessantes para trazer à versão final. Testei o Gnash, depois testei o instalador de plugins proprietários (argh!) para Flash. Pela primeira vez, o plugin proprietário funcinou de primeira e sem a necessidade de instalar módulos adicionais na mão em uma arquitetura diferente da X86.  Na versão anterior, para ter o plugin oficial da Adobe funcionando, era necessário baixar um módulo chamado nspluginwrapper e fazer sua compilação e instalação na mão, pois não existia o pacote para o mesmo. O objetivo desse módulo é servir de intermediário para os módulos proprietários como o da Adobe e fazer uma emulação do mesmo para funcionar em uma arquitetura AMD64 junto com o Firefox dessa arquitetura.

A versão 7.10 faz isso automaticamente, mas também oferece suporte ao Gnash, um plugin livre apoiado pelo Projeto GNU. A minha experiência com o Gnash está sendo cada vez melhor, os desenvolvedores estão evoluindo bastante e fazendo praticamente tudo funcionar. Os bugs que existem estão sendo corrigidos com uma velocidade impressionante. Isso é o bastante para não precisar utilizar algo proprietário e optar por software livre para melhorar minha experiência na web.

O programa de e-mails Evolution passou por uma grande ‘evolução’. Possui um sistema eficiente de backup/restore para preservar seus e-mails, compromissos e lista de itens a fazer, além disso incluiram por padrão um plugin para informar quando você recebeu novos e-mails, que faz piscar um ícone no taskbar informando que chegou uma nova mensagem.

O Gaim foi definitivamente substituído pelo Pidgin, os recursos continuam quase os mesmos, tirando o fato do Pidgin suportar mais redes de mensagens instantâneas, como o MySpace por exemplo (site de relacionamentos). Além disso o Pidgin ganhou um layout novo e mais bonito que a versão anterior.

É possível encontrar melhorias no Gimp, programa utilizado para edição de imagens. Está muito melhor, com mais recursos e parece consumir menos recursos de memória e processamento.

O GNOME está muito mais rápido e consumindo menos recursos, pelo menos na minha máquina. Em conversa com alguns amigos que já instalaram o Gutsy, relataram a mesma coisa.

E claro, para finalizar. Os módulos Python foram todos atualizados, integrando o Python 2.5 e a maioria dos módulos atualizados, incluindo o Django 0.96 (última versão estável).

De 1 a 10, a minha nota para o Ubuntu Gutsy Gibbon é 10. Recomendo a todos, seja usuário iniciante ou avançado.