Acabei criando uma dependência enorme com o Nokia E71. Além de celular, agenda, listas de tarefas à fazer, o aparelho está substituindo meu modem 3G. A questão é que adquiri um plano de voz + dados da Oi que tem um ótimo custo benefício. É o plano Oi à Vontade + Dados, que além de ofercer 110 minutos para ligações locais para fixo ou para qualquer outra operadora de celular, oferece também 10 Gb de transferência de dados 3G e 10 mil minutos de bônus para ligações locais para qualquer fixo ou outro Oi (que para mim é bastante útil).
Por enquanto a Oi está me atendendo muito bem, espero que continue assim. Estou testando a operadora desde o início do ano (logo depois que chegou a São Paulo) e recentemente fui convidado a fazer uma avaliação do 3G da Oi São Paulo. Os testes foram muito bem sucedidos e isso me levou a cancelar o 3G que tinha com outra operadora e concentrar tudo em uma única conta de voz + dados. A velocidade contratada foi de 1 Mbps, com direito a 10 Gb de transferência mensal. Em todos os momentos que medi a velocidade, sempre fiquei perto do contratado. No momento que escrevo este post, resolvi medir e fiquei surpreso em ver que estou com exatos 1 Mbps de velocidade:

A grande desvantagem deste plano é que o acesso 3G e o plano de voz estão amarrados ao mesmo chip e se optar por usar um modem 3G, é necessário retirar o chip do celular, correndo o risco de perder ligações importantes. Como não fico conectado muito tempo com 3G, a opção foi utilizar o próprio E71 como modem. Há algumas maneiras de se conectar à internet pelo E71:
As duas primeiras opções consomem muita bateria e o aparelho e esquenta muito, principalmente utilizando Joikuspot, que cria uma rede wi-fi. O aparelho fica parecendo um ferro de passar roupas de tão quente! A melhor opção é via cabo de dados, como estou conectado neste momento ao escrever este post. Escrevi um artigo explicando como fazer o E71 funcionar como modem no Ubuntu, é isso que uso neste momento (veja o artigo Nokia E71 como modem 3G no Ubuntu).
Uma outra dica de performance é substituir o DNS da Oi (que as vezes falha) pelo do OpenDNS. O ganho de velocidade ao resolver nomes será enorme.
Neste momento estou conectado a quase duas horas pelo E71, utilizando o cabo de dados em uma conexão 3G. Olhando o consumo da bateria, perdi apenas um pontinho do marcador. O aparelho está um pouco quente, mas se estivesse conectado via Joikuspot ou Bluetooth seria bem pior e a bateria provavelmente teria acabado.
O único inconveniente é na hora que encerro a conexão. Por algum motivo, o cartão de memória do E71 se perde e é necessário ligar e desligar o aparelho para que seja reconhecido novamente. Não sei ainda se é um bug ou problema com a versão do firmware que estou utilizando, ainda não tentei fazer sua atualização. Se alguém também tem este problema, compartilhe conosco nos comentários.
De uma forma geral, é bastante prático utilizar o aparelho como modem. Existem várias opções para efetuar a conexão, mas utilizar via Joikuspot ou Bluetooth faz com que a bateria dure muito pouco, enquanto que via cabo, a durabilidade é bem maior. Independente da operadora, alterar o DNS para o OpenDNS causa um ganho enorme na hora de resolver nomes e melhora a experiência de navegação.
É isso!
Na semana passada recebi um Sedex com um modem 3G da Huawei, modelo E156C. Fui convidado pela Oi a degustar, avaliar e realizar testes em sua banda larga 3G, que foi lançada no começo do ano em São Paulo.
Logo que a Oi chegou a São Paulo, fiz a avaliação de sua rede de celular, gostei e acabei assinando um plano Oi Conta, que hoje é meu celular principal e que utilizo no dia a dia para fins profissionais. Logo estarei completando um ano como cliente e desde então nunca tive problemas sérios e a cobertura de sua rede de celular me agradou bastante, pois sempre funcionou nos pontos da cidade onde costumo ir e em viagens para outros Estados. Posso dizer que estou satisfeito com os serviços da Oi Móvel e com plano 3G para Smartphone, que também funciona bem.
Agora recebo um modem 3G e me deram 45 dias para testar sem compromissos os serviços da Oi Velox 3G em São Paulo. Vou publicar o resultado dos testes, os pontos a favor e contras do serviço, onde funcionou e onde teve problemas de acesso. Velocidade e qualidade do sinal.
Começando pelo modem, o aparelho é compacto e parece com um pendrive, sendo um pouco maior.

A instalação no Ubuntu foi muito tranquila, bastou plugar o modem e aguardar alguns segundos para aparecer uma janela solicitando a escolha da operadora de banda larga móvel. Ao selecionar a “Oi” na listagem, os valores já vieram pré-configurados. Em seguida fiz a primeira conexão e iniciei a navegação à internet.
O local de inicio do teste foi o bairro de Pinheiros, próximo aos cruzamentos da Av. Faria Lima com a Av. Rebouças. Posso dizer que nos primeiros momentos, a conexão estava muito lenta e caiu duas vezes. Na terceira conexão, a velocidade se estabilizou e fiquei trabalhando por aproximadamente 2 horas sem nenhum problema. A velocidade do acesso é de 1Mbps, na maior parte do tempo fiquei conectado entre 400Kbps e 800Kbps, velocidade bastante razoável.
Fui até o Shopping Eldorado, que fica a algumas quadras do local do primeiro teste. Sentei em uma mesa da Starbucks que fica no primeiro piso e a conexão foi ótima, bastante estável e não caiu nenhuma vez. Fiquei conectado por aproximadamente 1 hora, assisti vídeos no Youtube, o GTalk funcionou e consegui trabalhar normalmente no local, que foi nota 10!
Como primeiro dia de testes, posso dizer de forma geral que a experiência foi positiva, o 3G funcionou de forma aceitável no primeiro local (Pinheiros) e funcionou muito bem no Shopping Eldorado. No decorrer da semana vou visitar alguns clientes em diversos pontos da cidade e publicarei o resultado dos testes em outros bairros.
Mais informações sobre os planos podem ser encontradas em http://www.oi.com.br/sp/
Comparando com outras operadoras, a desvantagem do plano da Oi é cobrar o tráfego excedente. Isto é algo que não me agradou muito, pois é necessário ficar se controlando para saber se não ultrapassou a franquia e ter uma surpresa desagradável na conta no final do mês. As outras operadoras costumam reduzir a velocidade quando a franquia é ultrapassada, não cobram nenhum tráfego adicional. A Oi deveria avaliar essa condição, pois cobrança de tráfego adicional pode desagradar bastante.
Para o primeiro dia de testes, o serviço atendeu o que era esperado. Nos próximos dias publicarei a avaliação dos serviços em outros bairros de São Paulo.
O que agrada muito no Nokia E71 é o fato do produto já acompanhar o cabo de dados USB, que pode ser usado tanto para transferir arquivos (fotos, músicas, documentos, etc) quanto para conectar o notebook à internet, compartilhando a conexão 3G do plano de celular.
Existem outras maneiras de compartilhar a conexão 3G do E71 com notebook ou desktop, o mais interessante é com o uso do JoikuSpot, que cria uma rede wireless ad-hoc permitindo se conectar via wi-fi, além de poder compartilhar com outras pessoas. A grande desvantagem é a bateria que descarrega rapidamente, além do aparelho ficar muito quente.
Tentei algumas vezes compartilhar a conexão 3G do E71 no Ubuntu, mas usando o cabo de dados USB ao invés de outras soluções via wi-fi ou bluetooth. Não obtive sucesso nas primeiras tentativas, pois estava escolhendo a opção “Conectar o PC à internet”. Desde jeito não consegui fazer que o Ubuntu reconhecesse o E71 como modem. Pesquisando um pouco, encontrei em alguns fóruns uma receita bastante simples que deu certo. Ao invés de usar a opção “Conectar PC à internet” no menu do E71, deve-se selecionar a opção “PC Suite“, assim o Ubuntu (acredito que outras distribuições também) reconhecerá o smartphone como modem e permitirá fazer a discagem para conexão 3G.
Então resumindo, o procedimento para configurar usando o Network Manager é o seguinte:
No meu caso, estou usando a operadora Oi de São Paulo, com um plano que inclui dados 3G. A operação funcionou perfeitamente seguindo os passos acima. Acredito que também funcione em outras operadoras ou com outras distribuições além do Ubuntu.
A vantagem de utilizar o cabo de dados ao invés de bluetooth ou JoikuSpot é a duração da bateria. Não exige tanto do aparelho, assim a durabilidade da bateria é maior e o aparelho não fica tão quente. Mas é possível realizar o mesmo procedimento usando bluetooth, neste caso fica para outro tutorial!
Resolvi instalar a versão beta do novo Ubuntu, a 8.10, também conhecida como Intrepid. Baixei a versão para AMD64 e instalei no meu notebook. A instalação pareceu ser bem mais rápida que a anterior e em poucos minutos, já estava com todo o Ubuntu instalado.
Depois de fazer toda atualização conectado na minha rede local via ethernet, resolvi desconectar o cabo e tentar entrar na internet via conexão Claro 3G, com modem ZTE MF622. Quem acompanhou o post Instalando Modem ZTE MF622 Claro 3G no Ubuntu pode perceber que é um procedimento chato e demorado. Já estava imaginando que teria de fazer todo o procedimento novamente no Intrepid e me preparei psicologicamente para isso.
Resolvi plugar o modem na entrada USB e fiquei acompanhando no /var/messages. O Intrepid reconheceu como unidade de disco (o que é normal) e quando eu estava me preparando para executar os procedimentos de instalação, veio a grande surpresa. O Network Manager exibiu uma janela com a seguinte mensagem: “New Mobile Broadcom Detected“. Wow! Eu não estava acreditando que o Intrepid reconheceu meu modem. E era verdade! Cliquei na mensagem e veio uma janela de configuração, com o Brasil selecionado e uma listagem das principais operadoras 3G do Brasil (Claro, Tim, Velox, etc). Estava de queixo caído, não acreditava que seria tão fácil configurar uma conexão 3G no Intrepid. Continuei a instalação, cliquei na operadora Claro e a configuração foi concluída. Depois cliquei no ícone do Network Manager no alto da tela e constava na relação um item chamado “Banda Larga Móvel” com o perfil da Claro já devidamente instalado. Cliquei em cima e depois de alguns segundos, veio a mensagem “You are now connected to Claro“.
Eu ainda não estava acreditando que funcionou de primeira, resolvi abrir um console e no ifconfig, pude constatar que existia o PPP0 e estava com um ip da Claro atribuido a ele. Fiz uns testes de ping, que foram realizados com sucesso e abri o navegador. Surpresa! Estava navegando normalmente.
Ou seja, não precisei fazer nada, apenas plugar o modem que o resto, o próprio Ubuntu fez sozinho. Até usuários que não tem nenhum conhecimento técnico pode fazer a instalação porque nenhuma pergunta técnica é feita. Parece que é mais fácil do que no próprio Windows, onde é necessário instalar um software e realizar algumas configurações.
Realmente fiquei surpreso e deixo meus parabéns a toda equipe do Ubuntu por fazer um trabalho sensacional para a comunidade de software livre. Todo mundo só tem a ganhar com um produto de primeira, cada vez mais fácil para o usuário final e sem tirar a liberdade de quem é desenvolvedor e necessita de uma solução mais personalizada (como é meu caso).
Quem tiver com problemas para conectar à internet móvel 3G em outras versões do Ubuntu ou distribuições, recomendo que faça um teste com o Intrepid. Detalhe importante, a versão ainda é beta, ou seja, muita coisa pode mudar até seu lançamento final que está previsto para daqui 14 dias. Use com cuidado e faça backup. Mas se você é como eu e não aguenta esperar, recomendo fortemente que teste a versão beta que está muito boa!
Baixe já sua versão do Ubuntu Intrepid e sucesso!
Depois que escrevi o artigo “Instalando modem ZTE MF622 no Ubuntu“, muita gente me escreveu perguntando se os procedimentos funcionam em outras distribuições ou com outras marcas de modem. Neste artigo pretendo responder algumas das dúvidas mais comuns.
Instalando em outras distribuições
Embora só tenha feito o teste no Ubuntu, recebi feedbacks positivos de usuários que instalaram e estão utilizando o 3G nas mais diversas distribuições. Nesse caso, o que pode acontecer é a localização de algum arquivo ser diferente ou precisar instalar algum outro pacote que não tenha mencionado no procedimento para Ubuntu. Respondendo a pergunta: sim, funciona em outras distribuições e possivelmente com outras operadoras que não seja a Claro.
Modem de outro modelo
Muita gente questionou se o mesmo procedimento funciona em modems de outras marcas (como da Sony Ericsson e Huawei por exemplo). Ainda não tive a oportunidade de testar com modems de outras marcas, mas vi relatos positivos de usuários que instalaram com sucesso modems da marca Huawei. Muitos modems são primeiramente reconhecidos como unidade de disco no momento que são plugados no computador. Isso acontece para que o driver seja instalado em computadores windows. No GNU/Linux não precisamos disso, então é necessário desmontar a unidade de disco e forçar o USB a reconhecer o dispositivo como modem. Quem faz esse procedimento é a ferramenta USB_ModeSwitch. Se o seu modem é reconhecido como unidade de disco e o modelo consta na página do USB_ModeSwitch, então ele vai funcionar. Você precisa apenas adaptar as configurações para o modelo do modem (veja o arquivo usb_modeswitch.conf).
Atenção nos detalhes
Algumas pessoas não tiveram sucesso ao fazer a instalação. Em alguns casos, pude constatar que faltou um ou outro detalhe. É essencial que você utilize o usb_modeswitch e configure uma regra no udev para que o modem seja reconhecido pelo sistema operacional. Siga passo a passo todos os procedimentos e acompanhe o /var/log/messages, todas as mensagens (de sucesso ou falha) vão aparecer ali.
Algumas dicas úteis
Instale a ferramenta comgt, com ela é possível ver o nível de sinal de sua conexão além de outras informações do modem. Se você utiliza a Claro como operadora, verifique com o comando comgt info se o APN está como “bandalarga.claro.com.br“. Verifique as outras opções com comgt help
No procedimento original, o número de discagem está como *99#. Eu tenho utilizado com mais estabilidade o número de conexão *99***1#. Não sei se realmente faz diferença ou foi apenas coincidência, mas depois que passei a utilizar esse número, a conexão oscilou bem menos.
Utilize o OpenDNS como servidores de DNS: 208.67.222.222 e 208.67.220.220.
Boa navegação 3G!
Post relacionado: Instalando modem ZTE MF622 no Ubuntu
Semana passada tive uma péssima experiência com meu link principal de internet. Durante toda o período da manhã de segunda-feira, o link ficou totalmente instável e apresentando vários problemas de navegação e rotas perdidas. Isso é muito raro de acontecer com meu provedor (não, não uso a Telefonica). A dois anos com o mesmo serviço, posso contar nos dedos as horas que ficou fora, mas infelizmente as vezes acontece e bem nas horas onde a internet é necessária e aquele trabalho precisa ser finalizado no mesmo dia.
Por sorte, adquiri a alguns dias um acesso banda larga por celular, o tão famoso 3G. Isso foi o que me salvou, consegui finalizar as tarefas do dia sem meu link principal. A única desvantagem foi ficar sem telefone porque utilizo uma linha VoIP ligada em um aparelho ATA
para meu home office, dessa forma separo totalmente o telefone residencial do profissional. Usar o VoIP com o 3G não é uma boa idéia, então o jeito foi informar os colegas de trabalho que estava sem o telefone principal e ligar para o celular em caso de emergência.
Fazendo um balanço geral é possível concluir que trabalhar em casa não é tão barato quanto parece. É necessário investir em equipamentos, links de internet e naturalmente os gastos com eletricidade, telefonia e manutenção de equipamentos aumentam bastante. Para que o trabalho em home office não seja prejudicado por uma interrupção de algum serviço essencial, praticamente tudo precisa ter uma redundância, veja:
Somando todos esses pequenos detalhes, o valor pode ser considerável. Eu tenho o hábito de fazer um caixa para meu home office onde guardo um valor mensal, que será utilizado em momentos de necessidades, troca de equipamentos, manutenção, etc. Como não gosto de ter surpresas e muito menos ficar inoperante, não poupo esforços para manter tudo em ordem. Trabalhar em home office é responsabilidade em dobro.
Estou a uma semana com o plano de banda larga da Claro, adquirido com o modem ZTE MF622 (neste outro post fiz um pequeno tutorial explicando como configurá-lo no Ubuntu). Depois de uma semana de uso estou aqui escrevendo (a pedido de alguns amigos) um pequeno relato sobre o serviço da operadora.
O primeiro dia praticamente foi perdido para configurá-lo corretamente no Ubuntu, testei diversos tutoriais encontrados na internet e cada um explicava de forma diferente como fazer o modem funcionar. Não resolveu meu problema de primeira, mas serviu para conhecer melhor o modem e a tecnologia até que encontrei a receita que deu certo, tirando um pouquinho de um e de outros.
Quando consegui estabelecer a primeira conexão foi uma festa. Abri o Firefox e comecei a navegar nos primeiros sites utilizando a conexão 3G. Fiz um teste de velocidade e percebi que não estava utilizando próximo de 10% da velocidade contratada, o que foi comprovado quando resolvi dar um wget de um ISO do Ubuntu. A taxa de download estava em 23Kb/s. Bom, ter uma conexão assim é melhor que nada.
Não liguei para o suporte da Claro porque tinha certeza que não dariam suporte ao GNU/Linux, então resolvi pesquisar muito na internet e encontrei diversas “receitas” que prometiam uma melhora na conexão. Muitas estavam vinculadas às configurações do discador e muita, mas muita gente reclamando de instabilidade. Na minha casa quando a conexão é estabelecida, o acesso fica excelente por uns 5 minutos, logo depois começava a instabilidade chegando ao ponto de não navegar nem pingar IP algum.
Resolvi fazer um teste em outro local. Fui até uma Starbucks próxima a Avenida Paulista e chegando lá, a grande surpresa: a conexão estava excelente. Fiquei conectado por quase 3 horas sem nenhuma instabilidade. Os downloads eram feitos a taxas que variavam entre 100 e 180Kb/s e sem latência alguma. Um pouco antes de ir embora o sinal simplesmente sumiu. Olhei no meu celular e percebi que também estava sem sinal. Concluí que poderia ser algum problema com as ERBs (Estações de Rádio Base) que faziam a triangulação da área em que estava conectado. Como já estava tarde, desisti de tentar reconectar e fui embora.
Conclusão
A qualidade do serviço ainda está variando bastante, depende muito das ERBs em que o usário está conectado. Infelizmente na minha casa não tenho sorte de ter uma boa conexão e detalhe é que moro em uma região central.
Dicas para usuários de Ubuntu (e outras distribuições)

Ontem resolvi comprar o modem USB para usar conexão banda larga pela minha operadora de celular
. Fui sem muito receio, pois já li vários relatos de compatibilidade entre esses modems e o Ubuntu. Depois de quase uma hora para ser atendido, chegou minha vez e por sorte, ainda tinha dois modems disponíveis (esse negócio deve estar vendendo como água). Depois de mais uma hora em burocracias e assinatura de vários documentos, saí da loja com o modem e fui correndo para casa testar o novo brinquedinho.
Quando pluguei o modem no notebook, veio a primeira surpresa. O dispositivo foi reconhecido como uma unidade de disco e não como modem. No início achei que poderia ser problemas com o dispositivo, mas depois de algumas consultas no Google, verifiquei que esse é um procedimento normal. A explicação mais lógica é o fato de usuários Windows poderem instalar o seu driver quando o dispositivo é conectado pela primeira vez, mas de certa forma o dispositivo ignora usuários de outros sistemas operacionais. Junto com o Kit da Claro, vem um CD para instalação em Mac OSX, mas os usuários de GNU/Linux são totalmente ignorados.
Na hora fiquei um pouco decepcionado, mas depois de mais alguns minutos de consultas no Google, encontrei diversas receitas e fui testando sem sucesso a maioria. Até que cheguei na página de uma ferramenta chamada usb_modeswitch e nessa página, minha esperança de fazer o modem funcionar com sucesso no Ubuntu. De fato esse foi o caminho que deu certo e faz dest post uma prova (estou escrevendo esse post usando a conexão da Claro 3G).
Como o modem é reconhecido no sistema como uma unidade de disco, é necessário fazer uma manobra para desmontá-lo e montá-lo como um modem e dessa forma poder se conectar à internet. A instalação de alguns pacotes e uma pequena alteração no sistema é necessária para fazer tudo funcionar perfeitamente. Os passos que segui e deram certo foram o seguinte:
Instale a libusb-dev em seu sistema (aptitude install libusb-dev);
Baixe a última versão do usb_modeswitch aqui;
Descompacte o pacote e compile seu conteúdo (execute o ./compile.sh);
Copie o binário usb_modeswitch para /usr/local/sbin;
Copie o usb_modeswitch.conf para /etc
Edite o /etc/modeswitch.conf e procure pelo bloco do MFS622, descomente todo seu conteúdo (remova o “;” que aparece no início de cada linha). Comente ou apague todo o restante do arquivo, deixando apenas esse bloco. Se preferir, baixe o meu arquivo pronto aqui.
Baixe esse arquivo e grave como /etc/udev/rules.d/15-zte-mf622.rules (esse arquivo é bastante útil, pois quando você espetar o modem na entrada USB, ele vai automaticamente desmontar o volume de disco e fazer o seu sistema reconhecer como um modem USB. É recomendado rebootar a máquina para continuar porque todo o udev é lido durante o boot da máquina).

Finalmente é hora de testar a conexão, plugue o modem em seu computador, fique monitorando via /var/log/messages se o dispositivo será reconhecido como unidade de disco. Se tudo der certo, dentro de uns 5 segundos vai aparecer no messages a mudança do dispositivo do disco para modem USB. Feito isso, basta digitar o comando pon claro e continuar monitorando se vai conectar com sucesso. No messages vai aparecer o momento em que a conexão for estabelecida e qual IP foi atribuído à sua conexão PPP.
Essa foi a via crucis que segui para fazer o modem funcionar perfeitamente no meu Ubuntu, provavelmente a mesma técnica sirva para outras distribuições. Depois disso você pode criar um ícone em sua área de trabalho para fazer o pon claro automaticamente. Para desconectar, basta um poff claro.
Uma dica: se por acaso não conseguir conexão, volte no pppconfig, edite a conexão claro, vá até o menu de opções avançadas e mude a string de inicialização de ATZ para apenas AT. Em vários outros artigos eu encontrei diversas strings, no meu caso funcionou apenas com a técnica explicada nesse post.
Alguns comentários sobre a conexão:
Eu esperava mais em termos de performance, mas a conexão quebra o galho em lugares que não tem outra alternativa. Notei uma certa instabilidade, como ficar alguns minutos sem sinal algum, mas o sinal vai voltando e a performance melhorando em ciclos. Acredito que o serviço ainda é novo e a rede está passando por diversos upgrades, pelo menos ter uma conexão assim é melhor que nada em locais onde não há alternativas.
Atualização
Se você usa ou planeja utilizar o Ubuntu 8.10 (Intrepid Ibex), as instruções são bem mais simples. Veja como configurar o ZTE NF622 no Ubuntu Intrepid.
Ontem eu passei por um grande aperto. Estava bastante concentrado em um trabalho importante, com prazo super curto e totalmente dependente da internet, quando de repente: ploft! Acaba a luz. Olho para a rua, todos os outros prédios pareciam estar sem energia elétrica e alguns semáforos também estavam apagados. No meu caso não adianta investir em um no-break, a energia elétrica raramente falta por aqui, além do fato de morar em um prédio e no térreo ter um roteador do provedor de cable que distribui o sinal de internet. Ou seja, acabou a luz no prédio, fico sem internet porque o roteador está fora do ar e lá em baixo não tem no-break.
O jeito foi pegar o notebook, colocar na mochila e descer todos os andares de escada (por sorte não são muitos). Fui a uma loja da Starbucks, comprei um café, sentei em uma das mesas e abri o notebook para trabalhar. Fiquei várias horas trabalhando nesse local, que é um convite para dispersão. Além de ter muita gente passando em volta, o ambiente é barulhento e você acaba tendo problemas para se concentrar. Mas deu certo, resolvi alguns problemas e adiantei meu trabalho. Em uma emergência, é melhor do que nada.
Nunca precisei tanto de mobilidade como ontem. Sou assinante da Vex, uma empresa que possui milhares de hotspots espalhados pelo Brasil (e pelo mundo) e até então só utilizava o serviço quando estava em aeroportos, era uma forma de enfrentar os intermináveis atrasos das companhias aéreas. Todo mês meu provedor debitava o valor da mensalidade e eu raramente utilizo o serviço. Sou o típico usuário que eles adoram.
Bom, comecei a pensar em outras formas de mobilidade. No meu home office tenho apenas um link de banda larga, do provedor Ajato (TVA) que raramente me deu problemas e raramente fica fora do ar. Mas as vezes problemas acontecem e meu plano B é pegar o notebook e correr para um local que tenha wi-fi.
O grande problema da Vex é você precisar se deslocar para um local que tenha hotspot e torcer para pegar um bom hotspot com boa qualidade sinal. Por sorte, sempre que precisei o serviço superou expectativas e funcionou como se eu estivesse em meu home office. Mas tem o problema de precisar ir a um local público, onde sempre tem um pescoçudo olhando para tela de seu notebook.
Estou a tempos namorando o Claro 3G. Ainda acho o preço relativamente salgado e li alguns relatos de instabilidade. Mas parece que o serviço está de fato ganhando boa aceitação e tendo sua qualidade melhorada. Fico em dúvida se o serviço realmente funciona bem no GNU/Linux, já li alguns relatos na rede mas só vou comprar quando cair de preço e alguma loja permitir que eu faça um teste no notebook antes de adquirir. A grande vantagem é poder se conectar de qualquer lugar que tenha sinal de celular e disponibilidade do serviço. Também é necessário torcer para a ERB (Estação de Rádio Base) estar com poucos usuários. Ouvi dizer que vão reduzir os preços (oba!).
Cada dia que passa a mobilidade está virando rotina. Não é difícil ver pessoas utilizando seus notebooks em locais públicos, como se fosse um escritório ambulante. Hoje em dia é possível comprar notebooks com GNU/Linux por menos de 2mil Reais. Eu mesmo comprei um modelo simples, mas funcional para poder ter essa liberdade. Pelo menos se roubarem ou perder, o prejuizo não é tão grande. Além disso, estamos em uma fase onde o acesso a internet está ficando cada vez mais facil e possível de qualquer lugar. O jeito é esperar mais um pouco e ver os avanços da 3G no Brasil.
Compare preços de: celulares desbloquados, notebooks, câmeras fotográficas.