Olá pessoal, faz tempo que não escrevo nada no blog, os últimos dias foram bastante corridos e exigiu uma dedicação extra no trabalho e na vida pessoal. Para desenferrujar um pouco, voltarei ao assunto home office já que recebi diversos e-mails de pessoas interessadas em saber mais sobre o assunto e fiquei feliz de saber que minha experiência serviu de inspiração aqueles que estão aderindo ao home office.

Trabalhar em home office tem suas vantagens, mas também algumas desvantagens. A principal desvantagem é o fato de literalmente dormir no trabalho. Embora no meu caso, o home office seja um cômodo separado e com jeito de escritório, o ambiente em si faz parte de minha casa e se não houver disciplina, as tarefas profissionais podem não ser tão produtivas ou  favorecer o desvio de horas do dia para resolver assuntos particulares. Consigo separar bem esses dois lados e minha produtividade em home office é muito maior do que em um escritório tradicional.

Um ponto que me incomoda um pouco nesta prática é sentir a necessidade de ver pessoas, movimento e sair um pouco do ambiente solitário do home office. Muitas vezes costumo pegar o notebook e ir para algum local público, onde fico trabalhando por algumas horas. Isso me ajuda a obter maior inspiração e tornar o trabalho mais divertido, principalmente nos momentos onde o trabalho está exigindo uma dedicação extra e existe uma certa falta de inspiração, como aconteceu comigo nos últimos dias. Aqui em São Paulo, várias cafeterias oferecem um ambiente bastante confortável para quem deseja levar seu notebook e trabalhar durante algumas horas. A minha preferida é a Starbucks, sendo que não é difícil me encontrar instalado em alguma Starbucks durante algumas horas por dia (gosto da Starbucks localizada na Al. Santos esquina com a Al. Campinas ou a do térreo do Shopping Eldorado).

Outra saída é ficar alguns dias trabalhando no escritório, que no meu caso fica no Rio de Janeiro. Desta forma é possível conversar com a equipe, agilizar algumas tarefas e permite sair um pouco do ambiente solitário do home office.

Conheço cada vez mais pessoas que estão aderindo ao home office, o assunto está se tornando tão popular que neste último domingo, a Folha de São Paulo publicou o artigo “Dormindo no Serviço” (para assinantes Folha ou conteúdo UOL), no caderno de imóveis. O jornal destaca alguns pontos positivos desta prática e como fica a questão legal no condomínio para quem utiliza sua casa como escritório. Neste caso, se o profissional desenvolve trabalhos intelectuais, sem fazer barulho e sem haver circulação de pessoas no condomínio, a prática é bem aceita e respeitada. No meu caso, trabalho com internet, preciso apenas de um computador conectado à rede para desenvolver meu trabalho e nunca utilizo meu home office para agendar reuniões com colaboradores ou clientes. Prefiro sempre utilizar algum espaço público, em uma cafeteria ou alugar uma sala em algum hotel quando a reunião tem muitos participantes.

O mais interessante é saber que muitos condomínios novos já estão querendo atrair os profissionais de home office e já oferecem salas que podem ser utilizadas com a finalidade de reunir clientes e fazer apresentações, tudo isso dentro do próprio condomínio, em uma área separada da residencial. Em sites de busca de imóveis, não é difícil encontrar prédios com essa facilidade, principalmente ‘lofts’ e os chamados de ‘studios’.

Em grandes cidades, a prática pode beneficiar não apenas o trabalhador, mas a empresa em si. O trabalhador fica mais disposto, não perde horas no trânsito e produz mais. Ambos podem economizar com essa prática.

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