Nesta semana aconteceu a primeira divulgação oficial do ChromeOS pelo Google. Jornalistas do mundo todo reportaram tal acontecimento e amantes da tecnologia, como eu, ficaram ansiosos pela novidade. Não pude conter a ansiedade e revirei a internet procurando alguma versão do ChromeOS que pudesse ser instalada e testada em máquina virtual. Encontrei vários links a respeito, baixei algumas imagens VirtualBox mas nenhuma fazia o boot com sucesso.

Encontrei uma esperança no site Gdgt, mas a imagem do VirtualBox ali disponível não fazia o boot com sucesso, ficava eternamente em uma tela preta. Revirando a internet mais um pouco, encontrei uma versão em Torrent que realizou o boot com sucesso e finalmente permitiu realizar o tão esperado teste. A versão que utilizei foi esta aqui: http://miud.in/hg, o download foi feito rapidamente devido a grande quantidade de seeders. Se deseja instruções em como fazer funcionar no VirtualBox, visite um tutorial em inglês (mas totalmente ilustrado) aqui: http://miud.in/hh.

Depois do boot, veio a tela de login abaixo:

O login pode ser feito utilizando qualquer conta do Google (Gmail ou Google App). Logo depois de conectar, confesso que fiquei um pouco frustrado, pois o sistema operacional é o navegador, não há ícones, área de trabalho, shell ou aplicativos que estamos acostumados. O mais próximo de aplicativos que existe é uma aba do navegador Chrome com alguns links para serviços de internet, como abaixo:

Qualquer aplicação acima leva à sua respectiva página na web, ou seja, não executa nenhum aplicativo no sistema operacional.

Com a alta disponibilidade de banda larga, isso pode até ser uma vantagem, pois não exige grandes recursos de hardware, memória, processador, etc. Toda aplicação roda na internet, dependendo apenas de um bom link. Por outro lado, pode ser ruim, pois ficamos totalmente dependentes dos serviços do Google, para armazenagem e até segurança.

Não encontrei nenhum lugar para configurações de teclado e vídeo, fiquei executando o ChromeOS dentro do VirtualBox com as configurações de teclado americano, as únicas configurações que encontrei foram para redes cabeadas e wi-fi, ícones que ficam no canto superior direito, bem no final da borda da janela.

Como o engine do navegador Chrome (baseado no webkit) é extremamente rápido, e já era de se esperar, a  navegação a sites foi bem positiva e rápida. Funcionou até Youtube, isso significa que o ChromeOS já vem com uma versão de Flash pré-instalada, como foi possível verificar no about:plugins na barra de endereços.

A instalação serviu como uma diversão, matou minha curiosidade, mas confesso que esperava um pouco mais. O projeto ainda é embrionário e ainda não existe uma versão final, apenas testes e avaliação. Está claro que ainda falta melhorar o suporte a hardware, impressoras, webcam, etc. Em matérias que tenho lido na internet, parece que este será o esforço dos desenvolvedores até fechar uma versão final. Mas de uma forma geral, valeu pela brincadeira! 😉