OiMe tornei cliente da Oi logo que começou a operar em São Paulo, em meados de 2008. A Oi sempre ofereceu um serviço bom em São Paulo, rede de dados e voz livres e funcionando com uma qualidade desejável. O único ponto negativo era cobertura, não muito eficiente no interior do Estado.

Depois de algum tempo, eu fiz portabilidade para Tim. O que me motivou a fazer essa portabilidade era o valor da conta da Oi, que sem promoções, aumentou consideravelmente. Naquela época, a Oi não renovava as promoções, acabou, dançou.

Nunca gostei muito da Tim. O 3G funciona (quando funciona) precariamente e muitas vezes não conseguia realizar e receber chamadas na região da Vila Olímpia, principalmente nos horários do almoço e por volta das 18h, pois a rede estava sempre ocupada. Eu pagava por um serviço que não funcionava direito e me deixou na mão diversas vezes. O plano Liberty parece uma boa ideia, mas a Tim sempre modifica suas condições e acaba sempre arrumando um jeito de te cobrar a mais por isso. Quando assinei, tinha roaming nacional, depois de um tempo, passaram a cobrar R$ 9,90 pelo benefício. O plano também dava direito 50 torpedos no momento da contratação, mas depois começaram a cobrar mais R$ 9,90 para torpedos ilimitados. Enfim, me senti sendo enrolado. Se o serviço funcionasse bem, eu pagaria sem problemas.

Avaliação das operadoras

Infelizmente não temos uma operadora que funcione 100%. Todas tem problemas maiores ou menores. Ou então, uma hora ou outra, será pego por alguma surpresa desagradável na conta ou na qualidade da prestação de serviços. A portabilidade nos permite trocar de operadora sem precisar trocar o número, eu sou usuário assíduo desse benefício, já troquei algumas vezes de operadora. A minha última troca, aconteceu na semana passada, saindo da Tim e voltando para Oi, a operadora que gerou o número de celular que uso até hoje.

Antes de escolher a operadora, testei todas: Claro, Oi, Tim e Vivo. O critério de escolha foi o serviço que tivesse menos problemas e o preço da assinatura, ou seja, melhor custo benefício. Já que não existe uma operadora 100%, eu queria pagar mínimo possível por um serviço que tivesse uma qualidade razoável e mais estável possível. Eu descartei logo de cara a Vivo, essa tem péssimos planos e o serviço de 3G e voz me deixou na mão diversas vezes, 3G bastante instável e em várias ligações, ouvia uma voz metalizada ou com grande delay. Depois testei a Claro, essa me deixou na mão quando eu mais precisei usar a internet, em uma viagem para o Sul de Minas Gerais. O call center foi lamentável, quebraram todas as regras, tanto no tempo de atendimento quanto ao transferir ligações diversas vezes, onde fui obrigado a repetir meus dados pessoais a cada atendente (o que é proibido). Os planos da Claro, assim como da Vivo, são péssimos. Mas o serviço da Claro, era relativamente bom, comparando com o da Vivo.

A Tim foi a que fiquei mais tempo testando, mas o 3G é lamentável e rede ocupada é uma constante. Ampliaram muito o número de assinantes e esqueceram de investir em qualidade da infra-estrutura.  Foi a última operadora que testei nesse rodízio de portabilidade e testes avulsos.

Conclusão, voltei para Oi. Melhoraram os planos, deixando preços bem competitivos,incluindo DDD praticamente ilimitado (10 mil minutos/mês). A rede não está sobrecarregada e o 3G tem funcionado relativamente bem na maior parte das regiões que frequento em São Paulo. Depois de uma semana de uso, digamos que o serviço está aceitável.

Como fidelidade às operadoras não é meu forte, ficarei acompanhando as outras 3 concorrentes. Mas espero não precisar fazer portabilidade tão cedo, querendo ou não, é um processo cansativo. Também seria difícil escolher para qual operadora ir (ou no meu caso, voltar, já que testei todas).

Se tivesse de dar uma nota de 0 a 10 para operadoras, a minha tabela ficaria assim:

1. Oi – Nota 6 – Boa qualidade de voz e 3G navegando em uma média de 800kbps;
2. Claro – Nota 5 – Boa qualidade de voz, 3G navegando em uma média de 600kbps;
3. Tim – Nota 3 – Qualidade de voz duvidosa, só funcionava bem de madrugada. 3G navegando em uma média de 200kbps;
4. Vivo – Nota 3 – Qualidade de voz metálica e cheia de cortes, 3G navegando a uma média de 200kbps;

Disclaimer: Esse post é totalmente isento e baseado em experiências pessoais. A qualidade dos serviços de cada operadora pode variar muito dependendo da região. Os testes foram realizados em São Paulo (principalmente na Zona Oeste e na Zona Sul) e durante viagens para Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro.