Quem acompanha meu blog a mais tempo sabe que passo boa parte de meu dia trabalhando via Home Office, assim como a maioria dos colaboradores da Trianguli Consultoria. Quando implementei esse modelo de gestão, fui criticado e alguns me disseram que a empresa não duraria muito tempo desta forma, porque um espaço físico é essencial. Concordo em partes com esse conceito. Mas o que os clientes querem é ter seu trabalho entregue e bem feito, assim como um bom atendimento, qualidade no serviço prestado com toda atenção e mimos necessários. Pensando assim, o fato de ter ou não um escritório montado é irrelevante.

Tenho um home office bem elaborado, com boa infra estrutura, móveis confortáveis, linha telefônica independente da residencial e consigo separar bem a vida pessoal da profissional. Sei que meus colaboradores também se esforçam e conseguem trabalhar no mesmo nível, senão a empresa não teria conquistado os clientes que conquistou. Tive a sorte de encontrar bons profissionais para me auxiliar, com alta produtividade e em um esquema que fica bom para todo mundo. Esses profissionais são como minha segunda família e agradeço muito a eles pelas conquistas. Gosto de um modelo ganha-ganha, onde prometemos pouco e entregamos muito, assim como as recompensas são divididas de acordo com a meritocracia de cada um da equipe. Enfim, um modelo bastante arriscado a qual resolvi investir e está dando certo a mais de 3 anos.

Percebo pelas nossa reuniões no Google Talk ou Skype que existe uma certa solidão entre os colaboradores. Na verdade, uma falta de contato físico e uma necessidade de estar com outras pessoas, mas nada que afeta a produtividade de cada um. Quem trabalha via home office, passa boa parte de seu dia isolado em sua própria residência, realizando serviços e atendendo as demandas de seus clientes. Muitos pegam o notebook e vão para cafeterias, shoppings e locais públicos para estar com outras pessoas ou simplesmente ver que o mundo exterior existe.

Em períodos de desenvolvimento de projetos, quando as tarefas já foram delegadas e cada um está concentrado em sua parte, eu mesmo costumo fazer isso, pego o notebook e vou para algum lugar, geralmente alguma Starbucks. Mas existe um certo desconforto, nem sempre conseguimos uma mesa com cadeira confortável. Ou então aparece um orelhudo e fica prestando atenção nas suas conversas pelo celular ou xeretando na tela do notebook. Em alguns casos até sentam do seu lado e começam a puxar assunto e são inconvenientes, como se você estivesse lá à toa.

Conheci a ideia de coworking e resolvi fazer um test-drive. Tudo começou com uma visita ao Pto de Contato e fui muito bem recebido por todos, em especial pela Fernanda, quem teve a ideia genial de montar o local. Conversamos bastante e resolvi alugar um plano. O primeiro dia de coworking foi ótimo, o local é confortável, tem cafezinho e guloseimas à vontade, pessoas bacanas e muitos também trabalham com TI, então serve também para fazer networking e até mesmo gerar novas consultorias. A experiência foi muito positiva e a partir de agora estarei dividindo o dia de trabalho entre escritórios de clientes, home office e coworking. Quando bater aquele tédio e faltar inspiração ou precisar receber algum cliente, basta dar um pulo no local e ficar algumas horas do dia trabalhando por lá. O bacana do coworking é que todos alugam seu espaço, dividem o mesmo ambiente, mas não existe a dispersão porque todos estão concentrados em seus negócios e estão pagando para isso. Existe cadeira e mesa confortável, ponto de internet, tomadas por perto e utilidades de escritório caso necessário (envelopes, impressora, scanner, fax, telefone, etc). Tudo isso ajuda a recuperar a inspiração e tocar adiante seu negócio.

A ideia ainda é nova no Brasil, o Pto de Contato foi pioneiro em criar esse ambiente de colaboração. Existe também o The Hub na região dos Jardins, mas não cheguei a visitar esse local.

Fica a dica para quem está cansado de home office e também não aguenta mais trabalhar em cafeterias.