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O Google em linha de comando

Quem gosta de shell já deve ter pensado algo do tipo: e se eu pudesse usar os serviços do Google via linha de comando? Pois é, isso agora é possível. O Google surpreendeu mais uma vez e lançou o GoogleCL,  uma coleção de  ferramentas feitas em Python para administrar via shell alguns serviços como Blogger,  Agenda, Contatos, Documentos, Picasa e Youtube.

Veja o que é possível fazer com essa ferramenta:

  1. Criar um post no Blogger: $ google blogger post –title “Título” “Conteúdo do Post”
  2. Criar um compromisso no calendário: $ google calendar add “Almoço com a família at noon tomorrow” (a data e alguns parâmetros precisam ser em inglês)
  3. Exportar os contatos para um arquivo CSV: $ google contacts list name,email > contatos.csv
  4. Criar um álbum no Picasa e adicionar todas as fotos de um diretório no HD: $ google picasa create –album “Viagem para Manaus” ~/photos/viagem_manaus/*.jpg
  5. Enviar um vídeo do seu HD diretamente para o Youtube: $ google youtube post –category Screencast aprenda_python.avi

Como instalar

Na página http://code.google.com/p/googlecl/ é possível encontrar as versões .tar.gz e .deb (Debian/Ubuntu). É necessário instalar a dependência python-gdata para que a ferramenta funcione. No Ubuntu, um sudo apt-get install python-gdata resolve o problema.

Como funciona

A ferramenta faz o acesso via OAUTH. Na primeira vez que você digitar o comando apropriado, será solicitado um acesso pelo navegador para fazer a autorização. Você deverá copiar e colar aquela URL no navegador, fazer a autorização, depois voltar no shell e dar um enter para continuar. Só precisa fazer isso uma vez por aplicação (Blogger, Calendar, Youtube). Com o acesso feito via OAUTH, não é necessário digitar a senha no terminal, então a senha não ficará gravada em nenhum lugar.

A lista dos comandos e opções para cada serviço pode ser obtida em http://code.google.com/p/googlecl/wiki/ExampleScripts

Gostei muito dessa ferramenta, permite inclusive a criação de diversos scripts para automatizar determinadas tarefas, como adicionar um lembrete na agenda, enviar um lote de fotos para o Picasa ou vídeos para o Youtube com poucas linhas de código. Fica a dica!

Foursquare no Nokia E71 via Gravity

A rede social Foursquare está se tornando cada vez mais popular no Brasil, ainda mais com a variedade de celulares e smartphones com recursos de GPS. Confesso que resisti um pouco, mas acabei aderido a essa rede social e estou gostando bastante.

Fiquei um pouco decepcionado em não encontrar um client oficial do Foursquare para Symbian, eles oferecem apenas para iPhone, Android e Blackberry. Usar o Foursquare pelo navegador do celular não tem muita graça, pois os recursos de GPS ficam limitados, além de não ser nada prático.

Ontem descobri que a versão alpha do Gravity, um ótimo client Twitter (e outras redes sociais) para Symbian, tem suporte ao Foursquare, permitindo assim uma interação com a rede social de maneira bastante simples e eficiente. Se você já utiliza o Gravity, será necessário atualizar para a versão alfa (atualmente, 1.30 build 6501) e essa atualização poderá ser feita pelo próprio aplicativo, diretamente na tela principal, dentro do menu “Info & Updates“. Procure pela versão alpha e solicite o update. A atualização é feita automaticamente.

A versão alpha do Gravity possui diversas melhorias de layout e permite adicionar contas de outras redes, como Facebook, Google Reader e o tão falado Foursquare. Essas alterações fizeram do Gravity um dos aplicativos que mais acesso no meu E71.

Além dessas melhorias, o novo Gravity permite escrever tweets com geoprocessamento e a interface ganhou novos recursos para facilitar ainda mais o uso do Twitter.

Se você não tiver o Gravity, poderá testá-lo gratuitamente por alguns dias e se gostar, poderá comprá-lo. Custa aproximadamente R$ 20,00 e é um investimento que vale a pena se você estiver procurando um ótimo client Twitter para Symbian.

Mais informações: http://mobileways.de/products/gravity/gravity/

Plugins para Google Chrome – os meus favoritos

Escrevo esse post mais como uma referência para uma nova instalação. Mas também poderá ajudar usuários do navegador Google Chrome a conhecer novos plugins que aumentam a produtividade.

Utilizo o Google Chrome como navegador padrão desde o começo do ano. Os motivos que me levaram a migrar do Mozilla Firefox (depois de uma longa relação) para o Chrome foram: simplicidade, velocidade e leveza. Não sou contra o Firefox, ainda o utilizo para determinadas tarefas e apoio o projeto, mas se for colocar em uma balança o que espero de um navegador em termos de performance, velocidade, estabilidade e leveza na interface, o Chrome ganha mais pontos. Além disso, a versão para GNU/Linux está bem estável e comigo nunca apresentou problemas.

Os plugins

Atualmente, a barra superior do meu Chrome está igual a imagem abaixo:

Barra de plugins do Chrome

Barra de plugins do Chrome

Utilizo 12 plugins, que aumentam minha produtividade do dia a dia. Alguns utilizo com mais frequência, outros para casos e situações específicas, mas depois de testar dezenas (ou quase centenas) de plugins desde que comecei a utilizar o Chrome, a listagem abaixo resume bem o que preciso para o dia a dia. Segue a lista:

Xmarks – Utilizado para sincronizar bookmark entre diversos computadores. Como utilizo notebook e desktop no escritório, esse plugin é essencial para manter meus marcadores sincronizados. Não me adaptei aos marcadores do Google, prefiro o Xmarks que me atende melhor.

Google Reader – Plugin bastante simples que mostra o número de posts não lidos no Google Reader. Esse plugin pode tanto ajudar quanto atrapalhar, pois fico nervoso quando o número de posts não lidos começa a ficar muito alto! :-)

Chrome SEO – Bastante simples, mas eficiente para exibir rapidamente informações de SEO sobre sites. Mostra o PageRank, quantidade de indexações no Google, Yahoo e Bing, rank no Alexa, entre outros detalhes. Não chega aos pés do plugin do SeoMOZ para Firefox (e outros), mas ajuda bastante em uma análise rápida.

Chromed Bird – Um ótimo plugin para Twitter. Ajuda a ficar sintonizado com os últimos tweets, exibe notificações quando seu nick é citado, além de encurtar automaticamente URLs. O melhor: foi desenvolvido por um brasileiro.

MeasureIt – Para desenvolvedores web, esse plugin funciona como uma régua, mostrando as dimensões (altura, largura) de objetos na tela.

Delicious – Plugin para salvar links no Delicious. Foi o melhor que encontrei entre vários existentes. Dispensa muitos comentários! ;-)

Web Developer – Ótima ferramenta para desenvolvedores web. É igual a famosa Web Developer que já existe para o Firefox, mas em sua versão portada para o Chrome. Indispensável para quem desenvolve sites e soluções web.

CSSViewer – Outra ferramenta para desenvolvedores. Permite identificar atributos de estilo CSS em toda a página. Basta clicar no ícone e passar o mouse pela página e os atributos serão exibidos em um balão. Ótima ferramenta!

Resolution Test – Seguindo a linha de ferramentas para desenvolvedores, essa permite redimensionar a tela para testar o site em diversas resoluções (800×600, 1024×768, etc).

Screenshot – Bastante útil quando você quer tirar um screenshot de todo o site (mesmo que tenha barra de rolagem, a ferramenta faz o pagedown e tirar o screenshot de cada parte, juntando tudo em uma única imagem) como também tira um screenshot apenas do que está sendo exibido na tela.

Miud.in – Plugin do encurtador Miud.in desenvolvido pelo Eduardo Maçan.

Google Dictionary – Plugin de dicionário do Google, pena que ainda não tem o nosso idioma, mas bastante útil quando você quer saber mais sobre alguma palavra ou termo em inglês. Basta clicar com o botão direito sobre a palavra, que uma explicação aparece.

Assim finalizo a relação de plugins que utilizo para Google Chrome. Se você conhece algum outro plugin interessante, deixe seu comentário neste blog.

Como instalar fontes no Ubuntu

Outro dia precisei utilizar fontes divertidas para criar logotipos e ilustrar um material de treinamento. Recorri a um post que escrevi em 2007, com o título: 465 Fontes Livres para Ubuntu Gutsy Gibbon. Naquela época era necessário adicionar o repositório das fontes no /etc/apt/sources.list e fazer a instalação via apt-get.

Na versão atual do Ubuntu (Lucid Lynx), as fontes Aenigma já estão disponíveis no repositório padrão, podendo ser instalado com um simples apt-get:

$ sudo apt-get install ttf-aenigma

Com o comando acima, você terá à disposição as 465 fontes do projeto Aenigma, que são livres para uso (Artistic License). Essas fontes são ótimas para criação de logotipo, cartazes, ilustrações e o que mais sua imaginação permitir.  Alguns exemplos de fontes deste pacote:

Aenigma Yoshis

Aenigma Yoshis

Aenigma Dephunked

Aenigma Dephunked

Aenigma Xerox Malfunction

Aenigma Xerox Malfunction

E outras 462 fontes de alta qualidade à disposição.

Utilizando fontes True Type de outros repositórios

Além das fontes Aenigma que já estão empacotadas para Ubuntu, você pode facilmente instalar fontes True Type de outros repositórios. O Superdownloads possui uma coleção de milhares de fontes, de diversos estilos, como as fontes famosas, logotipos e marcas. Com essas fontes, é possível reproduzir marcas famosas como os exemplos abaixo:

Playboy

Fonte Playboy

Walt Disney

Fonte Walt Disney

Disko

Fonte Disko

A instalação é bastante simples, depois de escolher a sua favorita no diretório de Fontes, basta fazer o download, extrair o ZIP e copiar o arquivo .ttf para o diretório .fonts no seu $HOME (exemplo: /home/christiano/.fonts). Depois basta abrir o Gimp, BrOffice ou seu aplicativo favorito e utilizar a fonte recém instalada.

Referências:

http://www.aenigmafonts.com/

http://www.superdownloads.com.br/fontes/

4Linux contrata profissional PHP

A empresa paulista 4Linux está com uma vaga em aberto para um profissional de negócios PHP.  As características da vaga são:

  • Excelente ambiente de trabalho e desafios para crescimento profissional
  • Convênio médico
  • Salário compatível com o mercado
  • Bolsa para Inglês na União Cultural
  • VT e VR
  • Bônus de ganho adicional para meta cumprida
  • Bônus de ganho adicional para palestras aprovadas em eventos de mídia
  • Bônus de ganho adicional para novos cursos escritos
  • 2 horas por semana livres para contribuição com códigos para a comunidade
  • Aula de alongamento 2 vezes por semana dentro da empresa
  • Liberdade para fazer quaisquer cursos da empresa, sem custo, fora do horário comercial, desde que tenhamos vagas disponíveis

Precisamos:

Que o profissional tenha fortes conhecimentos de PHP, DRUPAL, POSTGRESQL, FRAMEWORK (algum), SEO, MOODLE (desejável) e MYSQL

As responsabilidades:

Este profissional atuará diretamente com a área de Marketing, ligado à estratégia de negócio focada em clientes. Atuará em nossos sistemas internos, atendendo gerentes da 4Linux bem como interligação com o LMS Moodle.

Currículo:

Enviar o currículo em PDF conforme abaixo, até 15 de Março de 2010:

Mais informações: http://www.4linux.com.br/noticias/2010/4linux-contrata-profissional-negocios-php.html

Parabéns Apache!

O servidor web mais usado no mundo está completando 15 anos de existência. O Apache sempre esteve presente em todas as etapas da minha evolução profissional, desde os tempos em que eu era sysadmin da NutecNet (que mais tarde se tornou Zaz e hoje é conhecido como Terra), passando pelos anos em que trabalhei na Zip.net até nos dias de hoje, como consultor de tecnologia. O Apache é um dos softwares livres que uso a mais tempo e que continuo usando muito nos dias de hoje. Então, nada mais justo do que escrever um post para celebrar os 15 anos de Apache!

Sua estabilidade, flexibilidade e diversidade de módulos faz com que seja um grande servidor, para uso em pequenos, médios e grandes projetos, permitindo escalabilidade e perfeita integração com as mais variadas linguagens de programação, como PHP, Perl e Python. Além disso é o servidor web mais utilizado no mundo, servindo cerca de 112 milhões de sites. Então só me resta a dizer: Parabéns Apache! Vida longa ao projeto!

Mais informações: http://blogs.apache.org/foundation/entry/the_apache_software_foundation_announces2

Como Registrar um .me

A extensão (TLD) .me é destinada a Montenegro, que segundo a Wikipedia: Montenegro (em montenegrino Црна Гора, transl. Crna Gora, literalmente “montanha negra”) é uma pequena e montanhosa república situada nos Balcãs, no Sudeste da Europa, fazendo fronteira com o Mar Adriático a Sudoeste, com a Albânia e o Kosovo a Sudeste, com a Bósnia e Herzegovina e uma pequena língua de terra da Croácia a Oeste, e com a Sérvia a Norte. A sua capital é a cidade de Podgorica.

O país fazia parte da Iugoslávia, com a separação, se tornou um país independente e ganhou além de um TLD (extensão), um código telefônico internacional exclusivo. O registro dos domínios .me não tem nenhuma restrição, podendo ser feitas por pessoas de todo o mundo. Os custos do registro de domínio podem variar dependendo do provedor que você escolher, a relação dos provedores habilitados podem ser encontradas aqui. Fiz o registro na Gandi, um provedor de registro francês, simples, direto, eficiente e que cobra um preço justo, além de oferecer servidores de DNS onde você poderá controlar todo seu domínio. Atualmente a Gandi cobra US$ 12.00 pelo registro do .me.

Além da Gandi, você pode fazer o registro na GoDaddy, NetworkSolutions ou Enom, que também são provedores de registro bem conhecidos. Segundo a relação atual da Domain.ME, ainda não existe nenhuma empresa brasileira habilitada a fazer os registros, então você terá de algum da lista acima fazendo o pagamento via cartão de crédito em dólares.

O interessante do domínio é que pode criar termos de fácil memorização, como leve.me ou utilizar algo como “seu_nome.me”, criando assim um endereço simples, curto e personalizado. A renovação do domínio é anual e está se tornando bem popular no Brasil, sendo utilizado por encurtadores e até empresas.

Fica a dica!

YouTube sem precisar de Flash

O uso de plugins proprietários como o Adobe Flash Player nunca foi algo que me deixou confortável. É tecnologia proprietária e fechada, sua especificação é obscura e cria uma dependência com a empresa. Mas tem seus méritos, foi capaz de trazer ao público uma web mais animada e divertida, com a utilização de vídeos, stream e grande interação com o usuário final.

Com o avanço do HTML5, a Adobe fica em cheque e poderá perder mercado. O HTML5 permite que vídeos, audios e demais interatividades com o usuário final sejam embutidas no próprio documento, eliminando assim a necessidade da instalação de plugins como o Flash Player para atividades como assistir vídeos ou ouvir áudios pela internet.

Os navegadores mais modernos como Firefox, Google Chrome, Opera e Safari já suportam nativamente o HTML5. Reparem que o Internet Explorer não foi citado, ou seja, continua atrasado em relação aos demais navegadores, mas o Google deu uma mãozinha para a Microsoft e criou o Google Chrome Frame, implementando assim os novos recursos e corrigindo as muitas imperfeições do Internet Explorer, principalmente no engine de JavaScript.

Serviços de vídeo como YouTube e Vimeo já estão fazendo testes com HTML5 e permitindo que usuários dos navegadores atuais escolham entre Flash ou utilizar o HTML5 para ver seus vídeos. No YouTube é necessário habilitar o serviço, visitando o link http://www.youtube.com/html5 e clicando logo abaixo no “Entrar no HTML5 Beta“. Trata-se de uma versão experimental e ainda não tem todas as features, como assistir vídeos em tela cheia ou ver anúncios dentro do vídeo (esta última é até interessante! :) ).

Ao optar por testar o HTML5 Beta do YouTube, se você estiver usando uma versão atual de navegador (no meu caso testei com o Google Chrome no Ubuntu e funcionou perfeitamente bem), ao pesquisar por vídeos, verá a seguinte tela:

YouTube em HTML5E pronto, seu vídeo será exibido sem a necessidade de Flash. Mas não são todos os vídeos que funcionarão em HTML5, muitos ainda estão em Flash.

A qualidade é outro ponto impactante. Não está tão boa quanto em Flash, mas acredito que seja uma questão de tempo para que melhorem a qualidade dos vídeos em HTML5.

Que o HTML5 seja muito bem-vindo e ajude a melhorar a web. Fica a dica!

Impressões sobre CouchDB

Fazia tempo que uma determinada tecnologia não me deixava tão empolgado quanto CouchDB. Já estava na minha ToDo list a bastante tempo, mas sempre passava alguma outra coisa na frente e assim fui adiando o momento de colocar a mão na massa e conhecer melhor este banco de dados não relacional, também conhecido como NoSQL.

Encontrei o Fernando Ike na I Conferência W3C que aconteceu aqui em São Paulo, entre as nossas conversas, um dos assuntos foi banco de dados onde o Fike me perguntou se eu já tinha testado o CouchDB nos meus projetos web. O assunto rendeu bastante e alterei minha ToDo list, passando o CouchDB como próximo assunto a ser estudado.

Não precisei de muito tempo para gostar do CouchDB e ficar com uma boa expectativa para realizar testes e aplicar em alguns projetos da Trianguli. O banco de dados é orientado a documentos, diferente dos mais conhecidos, como MySQL, Postgres, etc, que são bancos de dados relacionais. O CouchDB não possui tabelas, cada banco de dados possui um conjunto de documentos no formato JSON e o aplicativo fornece uma maneira bastante eficiente de fazer consultas via Http utilizando um modelo REST. Parece bastante estranho, mas pode ser muito prático para web, principalmente se utiliza Ajax onde a consulta pode ser feita diretamente no banco, sem passar por uma aplicação.

Navegando um pouco encontrei o post 10 Must-Know Topics For Software Architects In 2009, onde o CouchDB é citado como tecnologia promissora e que não deve ser negligenciada. Tem muita gente apostando nesta tecnologia, inclusive eu, que tenho passado por alguns apertos em projetos web que dependem de bancos relacionais e exigem uma manutenção constante em busca de performance, otimização de queries e demais problemas que eventualmente acontecem.

As consultas em um banco CouchDB são realizadas através de views, o retorno é sempre em formato JSON, mas possui diversas bibliotecas para trabalhar com sua linguagem de programação favorita. Em poucos minutos trabalhando com o CouchDB utilizando a sua biblioteca python-couchdb, montei um sistema de inclusão e consultas sem muita dificuldade.

Ainda não avaliei sua performance, mas tenho projetos com um grande volume de informações e vou tentar converter a base para CouchDB e realizar consultas, simulando as mesmas operações que são feitas no MySQL. Não tem muita documentação a respeito, mas consegui informações através de muitas consultas no Google. Em todos os casos, fiquei bastante animado com essa tecnologia e acredito que tenha um grande potencial em aplicações web.

E como aparece no logotipo do CouchDB: relax! :-)

Instalando o ChromeOS

Nesta semana aconteceu a primeira divulgação oficial do ChromeOS pelo Google. Jornalistas do mundo todo reportaram tal acontecimento e amantes da tecnologia, como eu, ficaram ansiosos pela novidade. Não pude conter a ansiedade e revirei a internet procurando alguma versão do ChromeOS que pudesse ser instalada e testada em máquina virtual. Encontrei vários links a respeito, baixei algumas imagens VirtualBox mas nenhuma fazia o boot com sucesso.

Encontrei uma esperança no site Gdgt, mas a imagem do VirtualBox ali disponível não fazia o boot com sucesso, ficava eternamente em uma tela preta. Revirando a internet mais um pouco, encontrei uma versão em Torrent que realizou o boot com sucesso e finalmente permitiu realizar o tão esperado teste. A versão que utilizei foi esta aqui: http://miud.in/hg, o download foi feito rapidamente devido a grande quantidade de seeders. Se deseja instruções em como fazer funcionar no VirtualBox, visite um tutorial em inglês (mas totalmente ilustrado) aqui: http://miud.in/hh.

Depois do boot, veio a tela de login abaixo:

O login pode ser feito utilizando qualquer conta do Google (Gmail ou Google App). Logo depois de conectar, confesso que fiquei um pouco frustrado, pois o sistema operacional é o navegador, não há ícones, área de trabalho, shell ou aplicativos que estamos acostumados. O mais próximo de aplicativos que existe é uma aba do navegador Chrome com alguns links para serviços de internet, como abaixo:

Qualquer aplicação acima leva à sua respectiva página na web, ou seja, não executa nenhum aplicativo no sistema operacional.

Com a alta disponibilidade de banda larga, isso pode até ser uma vantagem, pois não exige grandes recursos de hardware, memória, processador, etc. Toda aplicação roda na internet, dependendo apenas de um bom link. Por outro lado, pode ser ruim, pois ficamos totalmente dependentes dos serviços do Google, para armazenagem e até segurança.

Não encontrei nenhum lugar para configurações de teclado e vídeo, fiquei executando o ChromeOS dentro do VirtualBox com as configurações de teclado americano, as únicas configurações que encontrei foram para redes cabeadas e wi-fi, ícones que ficam no canto superior direito, bem no final da borda da janela.

Como o engine do navegador Chrome (baseado no webkit) é extremamente rápido, e já era de se esperar, a  navegação a sites foi bem positiva e rápida. Funcionou até Youtube, isso significa que o ChromeOS já vem com uma versão de Flash pré-instalada, como foi possível verificar no about:plugins na barra de endereços.

A instalação serviu como uma diversão, matou minha curiosidade, mas confesso que esperava um pouco mais. O projeto ainda é embrionário e ainda não existe uma versão final, apenas testes e avaliação. Está claro que ainda falta melhorar o suporte a hardware, impressoras, webcam, etc. Em matérias que tenho lido na internet, parece que este será o esforço dos desenvolvedores até fechar uma versão final. Mas de uma forma geral, valeu pela brincadeira! ;-)

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