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Parabéns Apache!

O servidor web mais usado no mundo está completando 15 anos de existência. O Apache sempre esteve presente em todas as etapas da minha evolução profissional, desde os tempos em que eu era sysadmin da NutecNet (que mais tarde se tornou Zaz e hoje é conhecido como Terra), passando pelos anos em que trabalhei na Zip.net até nos dias de hoje, como consultor de tecnologia. O Apache é um dos softwares livres que uso a mais tempo e que continuo usando muito nos dias de hoje. Então, nada mais justo do que escrever um post para celebrar os 15 anos de Apache!

Sua estabilidade, flexibilidade e diversidade de módulos faz com que seja um grande servidor, para uso em pequenos, médios e grandes projetos, permitindo escalabilidade e perfeita integração com as mais variadas linguagens de programação, como PHP, Perl e Python. Além disso é o servidor web mais utilizado no mundo, servindo cerca de 112 milhões de sites. Então só me resta a dizer: Parabéns Apache! Vida longa ao projeto!

Mais informações: http://blogs.apache.org/foundation/entry/the_apache_software_foundation_announces2

Como Registrar um .me

A extensão (TLD) .me é destinada a Montenegro, que segundo a Wikipedia: Montenegro (em montenegrino Црна Гора, transl. Crna Gora, literalmente “montanha negra”) é uma pequena e montanhosa república situada nos Balcãs, no Sudeste da Europa, fazendo fronteira com o Mar Adriático a Sudoeste, com a Albânia e o Kosovo a Sudeste, com a Bósnia e Herzegovina e uma pequena língua de terra da Croácia a Oeste, e com a Sérvia a Norte. A sua capital é a cidade de Podgorica.

O país fazia parte da Iugoslávia, com a separação, se tornou um país independente e ganhou além de um TLD (extensão), um código telefônico internacional exclusivo. O registro dos domínios .me não tem nenhuma restrição, podendo ser feitas por pessoas de todo o mundo. Os custos do registro de domínio podem variar dependendo do provedor que você escolher, a relação dos provedores habilitados podem ser encontradas aqui. Fiz o registro na Gandi, um provedor de registro francês, simples, direto, eficiente e que cobra um preço justo, além de oferecer servidores de DNS onde você poderá controlar todo seu domínio. Atualmente a Gandi cobra US$ 12.00 pelo registro do .me.

Além da Gandi, você pode fazer o registro na GoDaddy, NetworkSolutions ou Enom, que também são provedores de registro bem conhecidos. Segundo a relação atual da Domain.ME, ainda não existe nenhuma empresa brasileira habilitada a fazer os registros, então você terá de algum da lista acima fazendo o pagamento via cartão de crédito em dólares.

O interessante do domínio é que pode criar termos de fácil memorização, como leve.me ou utilizar algo como “seu_nome.me”, criando assim um endereço simples, curto e personalizado. A renovação do domínio é anual e está se tornando bem popular no Brasil, sendo utilizado por encurtadores e até empresas.

Fica a dica!

YouTube sem precisar de Flash

O uso de plugins proprietários como o Adobe Flash Player nunca foi algo que me deixou confortável. É tecnologia proprietária e fechada, sua especificação é obscura e cria uma dependência com a empresa. Mas tem seus méritos, foi capaz de trazer ao público uma web mais animada e divertida, com a utilização de vídeos, stream e grande interação com o usuário final.

Com o avanço do HTML5, a Adobe fica em cheque e poderá perder mercado. O HTML5 permite que vídeos, audios e demais interatividades com o usuário final sejam embutidas no próprio documento, eliminando assim a necessidade da instalação de plugins como o Flash Player para atividades como assistir vídeos ou ouvir áudios pela internet.

Os navegadores mais modernos como Firefox, Google Chrome, Opera e Safari já suportam nativamente o HTML5. Reparem que o Internet Explorer não foi citado, ou seja, continua atrasado em relação aos demais navegadores, mas o Google deu uma mãozinha para a Microsoft e criou o Google Chrome Frame, implementando assim os novos recursos e corrigindo as muitas imperfeições do Internet Explorer, principalmente no engine de JavaScript.

Serviços de vídeo como YouTube e Vimeo já estão fazendo testes com HTML5 e permitindo que usuários dos navegadores atuais escolham entre Flash ou utilizar o HTML5 para ver seus vídeos. No YouTube é necessário habilitar o serviço, visitando o link http://www.youtube.com/html5 e clicando logo abaixo no “Entrar no HTML5 Beta“. Trata-se de uma versão experimental e ainda não tem todas as features, como assistir vídeos em tela cheia ou ver anúncios dentro do vídeo (esta última é até interessante! :) ).

Ao optar por testar o HTML5 Beta do YouTube, se você estiver usando uma versão atual de navegador (no meu caso testei com o Google Chrome no Ubuntu e funcionou perfeitamente bem), ao pesquisar por vídeos, verá a seguinte tela:

YouTube em HTML5E pronto, seu vídeo será exibido sem a necessidade de Flash. Mas não são todos os vídeos que funcionarão em HTML5, muitos ainda estão em Flash.

A qualidade é outro ponto impactante. Não está tão boa quanto em Flash, mas acredito que seja uma questão de tempo para que melhorem a qualidade dos vídeos em HTML5.

Que o HTML5 seja muito bem-vindo e ajude a melhorar a web. Fica a dica!

Impressões sobre CouchDB

Fazia tempo que uma determinada tecnologia não me deixava tão empolgado quanto CouchDB. Já estava na minha ToDo list a bastante tempo, mas sempre passava alguma outra coisa na frente e assim fui adiando o momento de colocar a mão na massa e conhecer melhor este banco de dados não relacional, também conhecido como NoSQL.

Encontrei o Fernando Ike na I Conferência W3C que aconteceu aqui em São Paulo, entre as nossas conversas, um dos assuntos foi banco de dados onde o Fike me perguntou se eu já tinha testado o CouchDB nos meus projetos web. O assunto rendeu bastante e alterei minha ToDo list, passando o CouchDB como próximo assunto a ser estudado.

Não precisei de muito tempo para gostar do CouchDB e ficar com uma boa expectativa para realizar testes e aplicar em alguns projetos da Trianguli. O banco de dados é orientado a documentos, diferente dos mais conhecidos, como MySQL, Postgres, etc, que são bancos de dados relacionais. O CouchDB não possui tabelas, cada banco de dados possui um conjunto de documentos no formato JSON e o aplicativo fornece uma maneira bastante eficiente de fazer consultas via Http utilizando um modelo REST. Parece bastante estranho, mas pode ser muito prático para web, principalmente se utiliza Ajax onde a consulta pode ser feita diretamente no banco, sem passar por uma aplicação.

Navegando um pouco encontrei o post 10 Must-Know Topics For Software Architects In 2009, onde o CouchDB é citado como tecnologia promissora e que não deve ser negligenciada. Tem muita gente apostando nesta tecnologia, inclusive eu, que tenho passado por alguns apertos em projetos web que dependem de bancos relacionais e exigem uma manutenção constante em busca de performance, otimização de queries e demais problemas que eventualmente acontecem.

As consultas em um banco CouchDB são realizadas através de views, o retorno é sempre em formato JSON, mas possui diversas bibliotecas para trabalhar com sua linguagem de programação favorita. Em poucos minutos trabalhando com o CouchDB utilizando a sua biblioteca python-couchdb, montei um sistema de inclusão e consultas sem muita dificuldade.

Ainda não avaliei sua performance, mas tenho projetos com um grande volume de informações e vou tentar converter a base para CouchDB e realizar consultas, simulando as mesmas operações que são feitas no MySQL. Não tem muita documentação a respeito, mas consegui informações através de muitas consultas no Google. Em todos os casos, fiquei bastante animado com essa tecnologia e acredito que tenha um grande potencial em aplicações web.

E como aparece no logotipo do CouchDB: relax! :-)

Instalando o ChromeOS

Nesta semana aconteceu a primeira divulgação oficial do ChromeOS pelo Google. Jornalistas do mundo todo reportaram tal acontecimento e amantes da tecnologia, como eu, ficaram ansiosos pela novidade. Não pude conter a ansiedade e revirei a internet procurando alguma versão do ChromeOS que pudesse ser instalada e testada em máquina virtual. Encontrei vários links a respeito, baixei algumas imagens VirtualBox mas nenhuma fazia o boot com sucesso.

Encontrei uma esperança no site Gdgt, mas a imagem do VirtualBox ali disponível não fazia o boot com sucesso, ficava eternamente em uma tela preta. Revirando a internet mais um pouco, encontrei uma versão em Torrent que realizou o boot com sucesso e finalmente permitiu realizar o tão esperado teste. A versão que utilizei foi esta aqui: http://miud.in/hg, o download foi feito rapidamente devido a grande quantidade de seeders. Se deseja instruções em como fazer funcionar no VirtualBox, visite um tutorial em inglês (mas totalmente ilustrado) aqui: http://miud.in/hh.

Depois do boot, veio a tela de login abaixo:

O login pode ser feito utilizando qualquer conta do Google (Gmail ou Google App). Logo depois de conectar, confesso que fiquei um pouco frustrado, pois o sistema operacional é o navegador, não há ícones, área de trabalho, shell ou aplicativos que estamos acostumados. O mais próximo de aplicativos que existe é uma aba do navegador Chrome com alguns links para serviços de internet, como abaixo:

Qualquer aplicação acima leva à sua respectiva página na web, ou seja, não executa nenhum aplicativo no sistema operacional.

Com a alta disponibilidade de banda larga, isso pode até ser uma vantagem, pois não exige grandes recursos de hardware, memória, processador, etc. Toda aplicação roda na internet, dependendo apenas de um bom link. Por outro lado, pode ser ruim, pois ficamos totalmente dependentes dos serviços do Google, para armazenagem e até segurança.

Não encontrei nenhum lugar para configurações de teclado e vídeo, fiquei executando o ChromeOS dentro do VirtualBox com as configurações de teclado americano, as únicas configurações que encontrei foram para redes cabeadas e wi-fi, ícones que ficam no canto superior direito, bem no final da borda da janela.

Como o engine do navegador Chrome (baseado no webkit) é extremamente rápido, e já era de se esperar, a  navegação a sites foi bem positiva e rápida. Funcionou até Youtube, isso significa que o ChromeOS já vem com uma versão de Flash pré-instalada, como foi possível verificar no about:plugins na barra de endereços.

A instalação serviu como uma diversão, matou minha curiosidade, mas confesso que esperava um pouco mais. O projeto ainda é embrionário e ainda não existe uma versão final, apenas testes e avaliação. Está claro que ainda falta melhorar o suporte a hardware, impressoras, webcam, etc. Em matérias que tenho lido na internet, parece que este será o esforço dos desenvolvedores até fechar uma versão final. Mas de uma forma geral, valeu pela brincadeira! ;-)

O poder de uma tuitada

Adoro empresas inovadoras e que aproveitam todos os canais disponíveis para atender seus clientes. Hoje em dia as empresas que negligenciam as redes sociais, estão fechando as portas para seus clientes. É como não ter um site, ou pior: ter e ser totalmente mal feito, incompatível ou desafiar a inteligência dos usuários durante a navegação. Já deixei de comprar produtos ou serviços na internet (ou comprar do concorrente, na maioria das vezes) pelo simples fato do site não funcionar corretamente no Firefox, onde pseudo-webdesigners acreditam que devem fazer sites apenas para o Internet Explorer que embora ainda seja o navegador mais utilizado, vem perdendo espaço para navegadores mais estáveis e seguros como Firefox e Chrome. Isso vale principalmente para as companhias aéreas, comprar uma passagem no site da Tam usando Firefox é praticamente impossível. O pior de tudo é quando essas empresas não dão as devidas atenções às reclamações de usuários, virando as costas e fingindo estar tudo bem, deixando o cliente em segundo plano. Ainda bem que existe concorrência (que na minha opinião, poderia ser bem maior em diversas áreas como telefonia e banda larga).

Por outro lado, é possível encontrar empresas que valorizam e se esforçam para atender as demandas de cada cliente e não negligenciam nenhum canal de comunicação, isso inclui redes sociais como Orkut, Twitter, Facebook, etc. Tenho procurado cada vez mais estas empresas, abertas à inovação, atentas à cada comentário e que procura responder as dúvidas e problemas de cada usuário de forma eficiente.

Quero citar o exemplo da operadora de TV a cabo Net, a qual sou assinante. Logo que implementaram os canais em alta definição (HD), fiz a assinatura do pacote e dias depois trocaram meu decodificador para um com suporte a HD. Até hoje a oferta de canais em alta definição é muito baixa, mas eu aproveito bastante os poucos canais disponíveis, principalmente o Telecine HD e o MultiShow HD, onde sempre tem um bom show musical na programação. Me irritei com o símbolo de interatividade, que é um balãozinho vermelho com um “I” que fica no canto superior direito. Este símbolo é diferente da marca d’água do canal, que é transparente e não atrapalha tanto. O símbolo é persistente, não tem nada de útil (apenas propagandas da Net) e atrapalha muito a programação. Ao apertar o botão “sair” do controle remoto, o símbolo some, mas 5 minutos depois reaparece.

Liguei no suporte técnico e expliquei o mesmo problema acima. A operadora pediu alguns minutos e colocou no mudo (imagino que neste momento, deveria estar rindo do meu questionamento e comentando com as colegas ao lado que está com um maluco na linha). Retornou alguns minutos depois e informou que não era possível retirar a interatividade, pois tratava-se de um sistema fixo da Net e que deve ser igual a todos os clientes.

Como a solução apresentada não foi satisfatória, fiz a pergunta via Twitter (veja neste tweet) para o perfil da Net, o @NETwitteiro, mas já na esperança que seria em vão. A minha surpresa foi receber dias depois, um e-mail da Net solicitando meu código de assinante. Como o e-mail parecia ser verdadeiro, respondi informando o meu número. No mesmo dia, a Net entrou em contato comigo, pediu desculpas pelo símbolo inconveniente e disse que havia modificado minha conta para desabilitar a exibição do símbolo nos canais HD. Bingo, no mesmo momento liguei a TV e constatei que o tão-chato-e-inconveniente símbolo havia saído e poderia desfrutar da programação sem aborrecimentos.

O que mais me deixou intrigado foi ter um problema resolvido por um canal não convencional, que é o Twitter. Tentei primeiramente o 0800 na esperança de ter o problema resolvido e não obtive sucesso. Resolvi então enviar o tweet acima e, sem esperanças,  fui muito bem atendido, me deram um atendimento VIP! WOW! :-)

Quero deixar aqui os parabéns às empresas que inovam e respeitam a opinião dos clientes, procurando expandir seus canais para as mais variadas formas de contato. Que isso sirva de lição para empresas como Telefónica e Tam, que por causa do nariz empinado, estão perdendo cada vez mais clientes para a concorrência.

10 Plugins Interessantes para WordPress

Desde que instalei o primeiro WordPress, fiquei fascinado por este aplicativo, que além de ser livre, permite a instalação de várias extensões entre temas e plugins. A comunidade não perde tempo e cria plugins para praticamente todas as necessidades, tornando o WordPress um poderosíssimo CMS, que pode ser usado tanto como blog (como este aqui) como para páginas corporativas.

Resolvi fazer uma seleção dos 10 plugins que utilizo para manter este blog. O título de cada plugin é o link para seu site e para fazer o download. Além de servir como referência futura para meus trabalhos, espero que esta relação seja útil para aqueles que procuram melhorar e aprimorar seus blogs. Você conhece algum plugin interessante para WordPress? Deixe seu comentário neste post.

1. Advanced User Agent Displayer
Este plugin informa qual sistema operacional e navegador foi utilizado pelas pessoas que comentam seus posts. Não tem uma utilidade muito prática, mas é divertido. O plugin insere ícones logo no início de cada comentário, como este abaixo:

user_agent

2. All in One Adsense and YPN
Este plugin auxilia a publicação de anúncios (Google AdSense) nas páginas de seu blog. Pode ser configurado para exibir os anúncios em posições fixas ou randômicas dentro de um post, ou páginas do blog. A configuração é simples, basta inserir seu código do AdSense e configurar esquema de cores e estilos.

3. Contact Form
Cria um formulário de contato com validação nos campos, exatamente como está sendo utilizado na página de contato deste blog. Permite criar campos, validações em Ajax e envio do resultado por e-mail.

4. Contextual Related Posts
Insere logo após o post, uma relação de links com posts semelhantes do seu blog. Se você deseja aumentar o número de páginas impressas, este plugin pode ser muito útil. O resultado é como na imagem abaixo:

related_post

5. FeedBurner FeedSmith
Este plugin altera o link original de feeds do WordPress e aponta para uma conta no FeedBurner. Bastante útil se você deseja obter estatísticas mais completas sobre os assinantes do feed de seu blog.

6. Google XML Sitemaps
Cria um Sitemap bastante poderoso, insere recursos para pingar os principais mecanismos de busca (como Google e Yahoo!) quando um novo post é publicado. Este plugin é indispensável se você quer melhorar o SEO de seu blog.

7. Recent Comments
Organiza os comentários recentes em ordem cronológica (os mais recentes primeiro). Desta maneira você pode listar em algum local de seu blog, como na coluna direita, quais foram os comentários mais recentes.

8. Social Bookmarks
Insere links das redes sociais mais utilizadas, permitindo assim que seus posts sejam divulgados nestas redes, como Twitter e Facebook. Você pode escolher quais redes sociais serão exibidas, como na imagem abaixo:

social_network

9. Trackback Validator
Trackback é um protocolo utilizado para troca de links entre blogs (e sites). Se um artigo de seu blog for citado e linkado em outro blog, o artigo original recebe um comentário com um resumo e link desta citação. Os spammers tem se aproveitado do trackback (e pingback) para divulgação de spam e espalhar links através de blogs não protegidos. Este plugin implementa uma proteção bastante precisa que evita spam como trackback.

10. WP-PageNavi
Melhora a paginação padrão do WordPress, criando um paginador mais bonito visualmente, como na imagem abaixo:

paginacao

A maioria dos plugins desta listagem permite personalização, como traduzir termos em inglês e modificar seu estilo. São plugins relativamente simples de instalar, não requer conhecimentos de programação.

Leitura complementar: Se você é desenvolvedor, confira a dica de 10 plugins WordPress para desenvolvedores em 10+ WordPress plugins for developers

Google Wave – Convites que não chegam

Todo grande lançamento gera uma grande expectativa. Lembro muito bem quando as pessoas brigavam por um convite para o GMail — eu inclusive, briguei por um — logo que o serviço foi lançado. Este tipo de marketing parece funcionar muito bem, cria nas pessoas uma grande curiosidade e necessidade de fazer parte de tal acontecimento, que no início parece estar restrito apenas a um número pequeno de pessoas. Não sei se é estratégia de marketing ou estratégica tecnológica de ir lançando aos poucos para analisar como o serviço se comporta, se está atendendo bem à demanda, se tem algum bug, etc.

Como participei do evento Google Developer Day 2009, tive o privilégio de ser convidado para testar a versão sandbox do Wave, onde o relato do serviço pode ser acompanhado no post Google Wave – Primeiras Impressões. Na última semana de setembro, o Google começou a habilitar contas para a versão final preview do Wave, destinada a usuários finais, já que a sandbox é uma versão mais adequada ao desenvolvimento, onde é possível criar, testar e publicar aplicativos (ou widgets) para funcionar com o Wave. Como usuário do sandbox, notei que tinha um “wave” (abaixo) dentro do sandbox me convidado para habilitar a versão final preview.

wave

wave

Habilitei a conta final como sugerida no Wave acima e consegui o acesso à versão preview, utilizando meu e-mail @gmail.com. Ao criar a conta, automaticamente o sistema sugere um outro endereço de e-mail (@googlewave.com), que será usado como seu identificador Wave, embora a autenticação seja feita com a conta do GMail (isso está meio confuso, mas acredito ser uma questão de costume).

A conta preview oferece também a possibilidade de convidar outras 8 pessoas para o Wave, já que utilizar a ferramenta sozinho não faz o menor sentido. Enviei os convites pra 8 felizardos, porém até o momento (mais de 48 horas depois do primeiro envio) ninguém recebeu os convites. Segundo mensagem no próprio Wave, os convites não são enviados imediatamente. Fazem até uma piadinha dizendo que eles precisam “lamber muito selos” para enviar os convites :-)

Por sorte encontrei alguns amigos que também participaram do evento e tinham conta sandbox. Estes amigos já entraram e fizemos alguns testes na versão preview, que parece mais estável e rápida que a sandbox. Pelo menos até o momento não encontrei nenhum grande problema na preview, enquanto que na sandbox, vários ‘bugzinhos’ apareciam a todo instante.

A ideia é muito interessante, acredito que será igual o Twitter no começo, ninguém entendia seu objetivo, mas depois virou uma grande febre. O Wave parece simplificar bastante a comunicação, permitindo uma interação maior e muita praticidade. Espero que logo o serviço esteja disponível para todos e que acabe a necessidade de convites.

Atenção: Não tenho mais convites para o Wave. Se por acaso o Google liberar mais convites, farei o sorteio via Twitter, como fiz nesta primeira etapa (siga o usuário @dump ).

Primeira Conferência Web W3C Brasil

Nos dias 23 e 24 de Novembro de 2009 acontecerá em São Paulo a Primeira Conferência Web organizada pela W3C Brasil. A W3C é um consórcio internacional que tem como objetivo aproveitar todo potencial da web, criando padrões e especificações, como HTML, XHTML, XML, CSS, PNG, etc.

O objetivo da conferência é discutir os padrões e novidades da web e sua influência perante a sociedade. Trata-se de um evento indispensável para os desenvolvedores e amantes da web. Se você tem algum case ou deseja ser palestrante, já está no ar a chamada de trabalhos, onde você poderá enviar sua proposta.

O evento acontecerá no Blue Three Towers do bairro do Brooklin em São Paulo. As inscrições ainda não estão abertas, mas você poderá acompanhar as novidades seguindo o perfil oficial no Twitter ou se inscrever no grupo do Facebook.

O que: Primeira Conferência Web W3C Brasil
Onde: Blue Three Towers – Brooklin – São Paulo/SP
Quando: 23 e 24 de Novembro de 2009
Informações: http://conferenciaweb.w3c.br/

Google Wave – Primeiras Impressões

Na segunda-feira passada, dia 29 de Junho, participei do Google Developer Day 2009, um evento que reuniu cerca de mil pessoas ansiosas em ouvir as novidades do Google. Entre as principais novidades, o HTML 5 e o tão falado Google Wave.

A palestra de apresentação do Wave aconteceu de manhã, um pouco antes do almoço. A Stephanie e o Torsten (engenheiros do Google) fizeram uma demonstração em tempo real. É difícl explicar em poucas palavras o que é o tal do Wave, mas certamente se o e-mail fosse inventado hoje,  seria como o Wave. Os engenheiros mostraram alguns recursos, naturalmente como está em fase pré-pré-alpha, alguns bugs apareceram, mas foi evidente que a ferramenta promete ser inovadora.

Entre os recursos mais interessantes, está a possibilidade de interagir em tempo real com diversas pessoas. A medida que vai escrevendo alguma coisa em um novo wave, os participantes podem acompanhar a sua digitação, inserir comentários, imagens, mapas e até vídeos do Youtube, que automaticamente aparece dentro do wave como num passe de mágica.

Olhando o público no auditório, muita gente ficou de queixo caído, eu inclusive. No meio da palestra veio a notícia que todos queriam ouvir: os participantes do Google Developer Day 2009 ganhariam um convite para testar o Wave. O povo ficou animado.

De fato, resolvi checar meu e-mail logo depois do almoço e lá estava o convite. Era um pré-cadastro, efetuei na hora e nesta madrugada recebi o convite definitivo para testar. Hoje de manhã fiz alguns testes e descobri que alguns amigos estavam presentes. Nos adicionamos e criamos um Wave com três participantes, onde pudemos avaliar a ferramenta. Ficamos perdidos no começo e aconteceram alguns problemas que me obrigaram a dar um ‘reload’ na página. Mas de uma forma geral, tudo que queria testar foi testado e fiquei com uma ótima impressão.Testei a inclusão de um vídeo do Youtube no Wave e meus amigos inseriram um mapa, bastando apenas digitar o endereço do local o mapa aparece automaticamente.

Entre os recursos interessantes, posso destacar:

  • Corretor ortográfico inteligente. Não corrige apenas erro de digitação, mas analisa o contexto da frase para sugerir a melhor correção;
  • Tradutor automático. Se você tiver um amigo que só sabe escrever em Sueco e você só sabe escrever em Português, a comunicação entre os dois acontece naturalmente, cada um na sua lingua. O tradutor em tempo real auxilia nesta tarefa, bem melhor do que o Google Translator, mas claro, ainda precisa de algumas melhorias;
  • Funções semelhantes ao GMail. Cada Wave, ou seja, conversação pode ser arquivada, colocada em pasta e a qualquer momento convidar ou remover participantes;
  • Ao digitar um endereço, o Wave pergunta se você deseja exibir o mapa;
  • Ao inserir uma URL do Youtube, automaticamente ele insere o vídeo no Wave;
  • O protocolo será aberto, qualquer pessoa poderá ter seu servidor Wave. Ainda não li a respeito, mas o Google pretende lançar este protocolo, como se fosse uma RFC e qualquer um poderá ter sua própria implementação do Wave, inclusive falando entre os diversos servidores (semelhante ao XMPP);

Ainda é bastante lento, exige muito do navegador. Fiz os testes usando o Firefox 3.0.11 (default do Ubuntu) e em alguns momentos o consumo de memória aumentava muito devido os efeitos visuais. Talvez no Chrome ou no Firefox 3.5 o seu uso seja bem otimizado.

Ufa, é isto. Antes que me perguntem, ainda não existe uma forma de convidar novos usuários. Mas assim que houver uma forma de convidar novos participantes, informarei via Twitter.

E para quem estiver curioso em ver um screenshot, segue a brincadeira que fiz hoje de manhã, clique para ampliar:

From Screenshots
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