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Como instalar fontes no Ubuntu

Outro dia precisei utilizar fontes divertidas para criar logotipos e ilustrar um material de treinamento. Recorri a um post que escrevi em 2007, com o título: 465 Fontes Livres para Ubuntu Gutsy Gibbon. Naquela época era necessário adicionar o repositório das fontes no /etc/apt/sources.list e fazer a instalação via apt-get.

Na versão atual do Ubuntu (Lucid Lynx), as fontes Aenigma já estão disponíveis no repositório padrão, podendo ser instalado com um simples apt-get:

$ sudo apt-get install ttf-aenigma

Com o comando acima, você terá à disposição as 465 fontes do projeto Aenigma, que são livres para uso (Artistic License). Essas fontes são ótimas para criação de logotipo, cartazes, ilustrações e o que mais sua imaginação permitir.  Alguns exemplos de fontes deste pacote:

Aenigma Yoshis

Aenigma Yoshis

Aenigma Dephunked

Aenigma Dephunked

Aenigma Xerox Malfunction

Aenigma Xerox Malfunction

E outras 462 fontes de alta qualidade à disposição.

Utilizando fontes True Type de outros repositórios

Além das fontes Aenigma que já estão empacotadas para Ubuntu, você pode facilmente instalar fontes True Type de outros repositórios. O Superdownloads possui uma coleção de milhares de fontes, de diversos estilos, como as fontes famosas, logotipos e marcas. Com essas fontes, é possível reproduzir marcas famosas como os exemplos abaixo:

Playboy

Fonte Playboy

Walt Disney

Fonte Walt Disney

Disko

Fonte Disko

A instalação é bastante simples, depois de escolher a sua favorita no diretório de Fontes, basta fazer o download, extrair o ZIP e copiar o arquivo .ttf para o diretório .fonts no seu $HOME (exemplo: /home/christiano/.fonts). Depois basta abrir o Gimp, BrOffice ou seu aplicativo favorito e utilizar a fonte recém instalada.

Referências:

http://www.aenigmafonts.com/

http://www.superdownloads.com.br/fontes/

Ubuntu Netbook Remix em um Dell Mini 9

Aproveitei este final de semana para atualizar o computador de minha mãe com uma versão mais atual do Ubuntu. Ela ainda estava usando o Gutsy (7.10) como Desktop e reclamando que “algumas coisas não estavam funcionando corretamente“. Antes que me perguntem, sim, ela utiliza Ubuntu a algum tempo e está bastante satisfeita com o sistema operacional que atende a a todas necessidades sem aquela chatisse e perigos de malware (virus) que os usuários de Windows estão acostumados. Depois de fazer a atualização para o Jaunty (9.04), meu cunhado apareceu lá com um Dell Mini 9″, recentemente adquirido e que veio com Windows XP instalado.

Se o Windows em computadores “potentes” já funciona de forma instável, em um Netbook as coisas são bem piores. Ele mal estava conseguindo utilizar o computador, devido a enorme lentidão e instabilidade do Windows, me perguntou se poderia ajuda-lo a instalar Ubuntu no Netbook, pois havia lido a respeito e estava disposto a testar e abandonar o Windows. Como os Netbooks não possuem drive de CD-ROM, a instalação deveria ser feita via pendrive. Depois de baixar a imagem e preparar um pendrive para o boot (todo procedimento pode ser encontrado aqui), a instalação iniciou, nos mesmo moldes de um Ubuntu tradicional.

Aguardamos o instalador e alguns minutos depois, o Ubuntu estava instalado, substituindo o Windows.

As primeiras impressões foram ótimas. O Desktop é um pouco diferente mas adaptado ao monitor bastante reduzido. Os menus ficam dispostos no Desktop e facilmente os aplicativos podem ser acessados com um único clique. Entre os aplicativos básicos, encontra-se o Firefox e OpenOffice, ferramentas que atendem a praticamente todos os usuários. Meu cunhado, que não é técnico, começou a mexer e logo descobriu que a webcam também estava automaticamente configurada. Aparentemente ele ficou bastante satisfeito e sentiu uma liberdade maior em usar seu equipamento recém comprado.

Além disso o Ubuntu utiliza melhor os 8Gb do disco (flash) do Netbook, comparando com Windows, que usa mais da metade.

Quem quiser conhecer mais sobre o Ubuntu Netbook Remix, veja este vídeo de apresentação: http://www.canonical.com/projects/ubuntu/unr

Nokia E71 como modem 3G no Ubuntu

O que agrada muito no Nokia E71 é o fato do produto já acompanhar o cabo de dados USB, que pode ser usado tanto para transferir arquivos (fotos, músicas, documentos, etc) quanto para conectar o notebook à internet, compartilhando a conexão 3G do plano de celular.

Existem outras maneiras de compartilhar a conexão 3G do E71 com notebook ou desktop,  o mais interessante é com o uso do JoikuSpot, que cria uma rede wireless ad-hoc permitindo se conectar via wi-fi, além de poder compartilhar com outras pessoas. A grande desvantagem é a bateria que descarrega rapidamente, além do aparelho ficar muito quente.

Tentei algumas vezes compartilhar a conexão 3G do E71 no Ubuntu, mas usando o cabo de dados USB ao invés de outras soluções via wi-fi ou bluetooth. Não obtive sucesso nas primeiras tentativas, pois estava escolhendo a opção “Conectar o PC à internet”. Desde jeito não consegui fazer que o Ubuntu reconhecesse o E71 como modem. Pesquisando um pouco, encontrei em alguns fóruns uma receita bastante simples que deu certo. Ao invés de usar a opção “Conectar PC à internet” no menu do E71, deve-se selecionar a opção “PC Suite“, assim o Ubuntu (acredito que outras distribuições também) reconhecerá o smartphone como modem e permitirá fazer a discagem para conexão 3G.

Então resumindo, o procedimento para configurar usando o Network Manager é o seguinte:

  1. Conecte o cabo de dados no notebook;
  2. Logo que aparecer o menu no E71 perguntando qual tipo de conexão deseja, selecione “PC Suite”;
  3. Clique com o botão direito no ícone do Network Manager e selecione “Editar Conexões”;
  4. Vá até a aba “Banda Larga Móvel” e clique em “Adicionar”
  5. O wizard já aparece indicando as principais operadoras de 3G no Brasil. Selecione a sua, continue e conclua a operação;
  6. Clique novamente no Network Manager, deverá ver o nome de sua operadora abaixo do “Banda Larga Móvel”. Basta clicar ali e se tudo der certo, estará conectado à internet compartilhada de seu celular.

No meu caso, estou usando a operadora Oi de São Paulo, com um plano que inclui dados 3G. A operação funcionou perfeitamente seguindo os passos acima. Acredito que também funcione em outras operadoras ou com outras distribuições além do Ubuntu.

A vantagem de utilizar o cabo de dados ao invés de bluetooth ou JoikuSpot é a duração da bateria. Não exige tanto do aparelho, assim a durabilidade da bateria é maior e o aparelho não fica tão quente. Mas é possível realizar o mesmo procedimento usando bluetooth, neste caso fica para outro tutorial! :-)

ZTE MF622 – 3G no Ubuntu Intrepid – Funciona de primeira!

Resolvi instalar a versão beta do novo Ubuntu, a 8.10, também conhecida como Intrepid. Baixei a versão para AMD64 e instalei no meu notebook. A instalação pareceu ser bem mais rápida que a anterior e em poucos minutos, já estava com todo o Ubuntu instalado.

Depois de fazer toda atualização conectado na minha rede local via ethernet, resolvi desconectar o cabo e tentar entrar na internet via conexão Claro 3G, com modem ZTE MF622. Quem acompanhou o post Instalando Modem ZTE MF622 Claro 3G no Ubuntu pode perceber que é um procedimento chato e demorado.  Já estava imaginando que teria de fazer todo o procedimento novamente no Intrepid e me preparei psicologicamente para isso.

Resolvi plugar o modem na entrada USB e fiquei acompanhando no /var/messages. O Intrepid reconheceu como unidade de disco (o que é normal) e quando eu estava me preparando para executar os procedimentos de instalação, veio a grande surpresa. O Network Manager exibiu uma janela com a seguinte mensagem: “New Mobile Broadcom Detected“. Wow! Eu não estava acreditando que o Intrepid reconheceu meu modem. E era verdade! Cliquei na mensagem e veio uma janela de configuração, com o Brasil selecionado e uma listagem das principais operadoras 3G do Brasil (Claro, Tim, Velox, etc). Estava de queixo caído, não acreditava que seria tão fácil configurar uma conexão 3G no Intrepid. Continuei a instalação, cliquei na operadora Claro e a configuração foi concluída. Depois cliquei no ícone do Network Manager no alto da tela e constava na relação um item chamado “Banda Larga Móvel” com o perfil da Claro já devidamente instalado. Cliquei em cima e depois de alguns segundos, veio a mensagem “You are now connected to Claro“.

Eu ainda não estava acreditando que funcionou de primeira, resolvi abrir um console e no ifconfig, pude constatar que existia o PPP0 e estava com um ip da Claro atribuido a ele. Fiz uns testes de ping, que foram realizados com sucesso e abri o navegador. Surpresa! Estava navegando normalmente.

Ou seja, não precisei fazer nada, apenas plugar o modem que o resto, o próprio Ubuntu fez sozinho. Até usuários que não tem nenhum conhecimento técnico pode fazer a instalação porque nenhuma pergunta técnica é feita. Parece que é mais fácil do que no próprio Windows, onde é necessário instalar um software e realizar algumas configurações.

Realmente fiquei surpreso e deixo meus parabéns a toda equipe do Ubuntu por fazer um trabalho sensacional para a comunidade de software livre. Todo mundo só tem a ganhar com um produto de primeira, cada vez mais fácil para o usuário final e sem tirar a liberdade de quem é desenvolvedor e necessita de uma solução mais personalizada (como é meu caso).

Quem tiver com problemas para conectar à internet móvel 3G em outras versões do Ubuntu ou distribuições, recomendo que faça um teste com o Intrepid. Detalhe importante, a versão ainda é beta, ou seja, muita coisa pode mudar até seu lançamento final que está previsto para daqui 14 dias. Use com cuidado e faça backup. Mas se você é como eu e não aguenta esperar, recomendo fortemente que teste a versão beta que está muito boa!

Baixe já sua versão do Ubuntu Intrepid e sucesso!

Instalando modem ZTE MF622 Claro 3G no Ubuntu

Ontem resolvi comprar o modem USB para usar conexão banda larga[bb] pela minha operadora de celular[bb]. Fui sem muito receio, pois já li vários relatos de compatibilidade entre esses modems e o Ubuntu. Depois de quase uma hora para ser atendido, chegou minha vez e por sorte, ainda tinha dois modems disponíveis (esse negócio deve estar vendendo como água). Depois de mais uma hora em burocracias e assinatura de vários documentos, saí da loja com o modem e fui correndo para casa testar o novo brinquedinho.

Quando pluguei o modem no notebook[bb], veio a primeira surpresa. O dispositivo foi reconhecido como uma unidade de disco e não como modem. No início achei que poderia ser problemas com o dispositivo, mas depois de algumas consultas no Google, verifiquei que esse é um procedimento normal. A explicação mais lógica é o fato de usuários Windows poderem instalar o seu driver quando o dispositivo é conectado pela primeira vez, mas de certa forma o dispositivo ignora usuários de outros sistemas operacionais. Junto com o Kit da Claro, vem um CD para instalação em Mac OSX, mas os usuários de GNU/Linux são totalmente ignorados.

Na hora fiquei um pouco decepcionado, mas depois de mais alguns minutos de consultas no Google, encontrei diversas receitas e fui testando sem sucesso a maioria. Até que cheguei na página de uma ferramenta chamada usb_modeswitch e nessa página, minha esperança de fazer o modem funcionar com sucesso no Ubuntu. De fato esse foi o caminho que deu certo e faz dest post uma prova (estou escrevendo esse post usando a conexão da Claro 3G).

Como o modem é reconhecido no sistema como uma unidade de disco, é necessário fazer uma manobra para desmontá-lo e montá-lo como um modem e dessa forma poder se conectar à internet[bb]. A instalação de alguns pacotes e uma pequena alteração no sistema é necessária para fazer tudo funcionar perfeitamente. Os passos que segui e deram certo foram o seguinte:

  1. Instale a libusb-dev em seu sistema (aptitude install libusb-dev);

  2. Baixe a última versão do usb_modeswitch aqui;

  3. Descompacte o pacote e compile seu conteúdo (execute o ./compile.sh);

  4. Copie o binário usb_modeswitch para /usr/local/sbin;

  5. Copie o usb_modeswitch.conf para /etc

  6. Edite o /etc/modeswitch.conf e procure pelo bloco do MFS622, descomente todo seu conteúdo (remova o “;” que aparece no início de cada linha). Comente ou apague todo o restante do arquivo, deixando apenas esse bloco. Se preferir, baixe o meu arquivo pronto aqui.

  7. Baixe esse arquivo e grave como /etc/udev/rules.d/15-zte-mf622.rules (esse arquivo é bastante útil, pois quando você espetar o modem na entrada USB, ele vai automaticamente desmontar o volume de disco e fazer o seu sistema reconhecer como um modem USB[bb]. É recomendado rebootar a máquina para continuar porque todo o udev é lido durante o boot da máquina).

  8. Configure e crie uma conta com a ferramenta pppconfig conforme a tela abaixo. No meu caso eu optei pelo pppconfig porque dessa forma consigo facilmente configurar uma conexão automática durante o boot da máquina, mas você pode testar com seu discador de preferência (gnome-ppp ou outro de sua preferência).

Finalmente é hora de testar a conexão, plugue o modem em seu computador[bb], fique monitorando via /var/log/messages se o dispositivo será reconhecido como unidade de disco. Se tudo der certo, dentro de uns 5 segundos vai aparecer no messages a mudança do dispositivo do disco para modem USB. Feito isso, basta digitar o comando pon claro e continuar monitorando se vai conectar com sucesso. No messages vai aparecer o momento em que a conexão for estabelecida e qual IP foi atribuído à sua conexão PPP.

Essa foi a via crucis que segui para fazer o modem funcionar perfeitamente no meu Ubuntu, provavelmente a mesma técnica sirva para outras distribuições. Depois disso você pode criar um ícone em sua área de trabalho para fazer o pon claro automaticamente. Para desconectar, basta um poff claro.

Uma dica: se por acaso não conseguir conexão, volte no pppconfig, edite a conexão claro, vá até o menu de opções avançadas e mude a string de inicialização de ATZ para apenas AT. Em vários outros artigos eu encontrei diversas strings, no meu caso funcionou apenas com a técnica explicada nesse post.

Alguns comentários sobre a conexão:

Eu esperava mais em termos de performance, mas a conexão quebra o galho em lugares que não tem outra alternativa. Notei uma certa instabilidade, como ficar alguns minutos sem sinal algum, mas o sinal vai voltando e a performance melhorando em ciclos. Acredito que o serviço ainda é novo e a rede está passando por diversos upgrades, pelo menos ter uma conexão assim é melhor que nada em locais onde não há alternativas.

Atualização

Se você usa ou planeja utilizar o Ubuntu 8.10 (Intrepid Ibex), as instruções são bem mais simples. Veja como configurar o ZTE NF622 no Ubuntu Intrepid.

Substituindo o NetworkManager pelo wicd

O Ubuntu utiliza o NetworkManager para fazer todo o gerenciamento de conexões de rede, seja cabeada ou wi-fi. Infelizmente o aplicativo parece ser bastante instável principalmente ao configurar redes wi-fi. Muitas vezes eu perdi vários minutos até fazer o NetworkManager reconhecer uma determinada rede, principalmente as públicas e da rede VeX. Em outros casos, precisei fazer toda a configuração na mão, uma dor de cabeça, principalmente para usuários que não possuem muito conhecimento técnico ou que não têm muito tempo a perder.

Por indicação do TaQ, conheci o wicd, uma ferramenta bastante simples, funcional e longe de ter todos os problemas do péssimo NetworkManager, a qual removi totalmente do meu notebook, substituindo pelo wicd. Estou bastante satisfeito com a ferramenta, uma tela bastante simples lista todos os hotspots encontrados, incluindo o tipo de autenticação e o método de criptografia necessário para cada um. É possível configurar uma conexão tanto via DHCP quanto utilizando IP estático e pelo menos para mim, funcionou de primeira em todas as tentativas de configuração, coisa que raramente acontecia com o NetworkManager. É possível definir servidores de DNS padrões onde eu optei por utilizar o OpenDNS.

O ponto negativo do wicd é que ainda não se encontra no repositório oficial do Ubuntu. É necessário adicionar uma linha no /etc/apt/sources.list para assim fazer a instalação. Nada muito complicado, mas na minha humilde opinião, esse pacote deveria ao menos existir no Ubuntu, já que é um aplicativo GPL.

A instalação pode ser feita da seguinte forma:

  1. Adicione no /etc/apt/sources.list a seguinte linha: deb http://apt.wicd.net hardy extras
  2. Digite aptitude update e depois aptitude install wicd

Detalhe importante: O wicd vai remover o NetworkManager. Se você utiliza algum applet no Gnome, talvez ele reclame no momento que o NetworkManager for removido. Mas basta reinicializar a máquina para que a mensagem não apareça mais. Depois basta entrar no wicd pelo menu de Aplicações, Internet e configurar sua rede wi-fi.

Mais informações: http://wicd.sourceforge.net

Utilizando o Bazaar VCS

Estou utilizando o Bazaar VCS a algumas semanas, tanto para avaliar sua eficácia quanto para implementar em projetos que já estou trabalhando. Na minha atuação no Projeto GNU, sempre utilizei o CVS e acostumei com sua maneira de ser. Tinha coisas que não gostava, como o fato de ser apenas cliente servidor. Em outros projetos eu resolvi adotar o Subversion (SVN) e até então era meu sistema de controle de versão favorito.

Com o fato da distribuição Ubuntu utilizar amplamente o Bazaar, fiquei bastante curioso em testá-lo e ver quais eram as principais diferenças com o SVN. Logo no início já gostei de alguns pontos, como:

  1. O Bazaar é todo feito em Python;
  2. Tem o apoio da Canonical e é utilizado pelo Ubuntu no Launchpad;
  3. Possui praticamente todos os recursos do SVN e CVS, só que alguns pontos são melhores;
  4. Pode ser utilizado no esquema cliente-servidor ou apenas localmente no seu projeto, sem precisar de servidor;
  5. Possui vários plugins que facilitam o trabalho e administração de código;
  6. É possível interagir facilmente com as libs Python e escrever suas próprias extensões;
  7. É possível integrar o Trac;
  8. Possui o Olive, um frontend gráfico para o Bazaar e fácil de mexer;
  9. Ao usar remotamente, é possível escolher qual protocolo de transferência, como ssh, sftp, http, ftp, http, etc;
  10. A maioria das distribuições já têm o pacote para o Bazaar, assim como plataformas Macintosh e Windows.

Mas também tem alguns pontos negativos, como ainda não ter suporte para a maioria dos IDEs. Eu mesmo não consegui fazer o Emacs funcionar corretamente com o Bazaar, mas confesso que não testei todos os módulos elisp que encontrei na internet.

O seu uso é bastante simples, veja:

anderson@yoda:~/tmp/teste$ touch arquivo1.txt
anderson@yoda:~/tmp/teste$ touch arquivo2.txt
anderson@yoda:~/tmp/teste$ touch arquivo3.txt
anderson@yoda:~/tmp/teste$ bzr init
anderson@yoda:~/tmp/teste$ bzr add
added arquivo1.txt
added arquivo2.txt
added arquivo3.txt
anderson@yoda:~/tmp/teste$ bzr commit -m ‘Primeiro import’
Committing to: /home/anderson/tmp/teste/
added arquivo1.txt
added arquivo2.txt
added arquivo3.txt

Committed revision 1.

Explicando: Criei um diretório (teste), dentro dele criei 3 arquivos vazios. Dentro do diretório, dei um bzr init para criar o repositório, depois adicionei todo conteúdo do diretório (bzr add) e por último, um commit para registrar como primeiro import ao sistema de controle de versões.

Dessa forma é possível trabalhar localmente com um projeto e tê-lo dentro de um sistema de controle de versões. O resto é praticamente idêntico aos outros VCS, sempre que finalizar uma alteração basta dar um commit, veja:

anderson@yoda:~/tmp/teste$ echo “Alteracao em um arquivo” >> arquivo1.txt
anderson@yoda:~/tmp/teste$ bzr status
modified:
arquivo1.txt
anderson@yoda:~/tmp/teste$ bzr diff arquivo1.txt
=== modified file ‘arquivo1.txt’
— arquivo1.txt        2008-04-24 23:05:14 +0000
+++ arquivo1.txt        2008-04-24 23:09:51 +0000
@@ -0,0 +1,1 @@
+Alteracao em um arquivo

E por último, um commit:

anderson@yoda:~/tmp/teste$ bzr commit -m “Mudancas na estrutura do arquivo1.txt”
Committing to: /home/anderson/tmp/teste/
modified arquivo1.txt
Committed revision 2.

Veja o log de alterações:

anderson@yoda:~/tmp/teste$ bzr log
————————————————————
revno: 2
committer: Christiano Anderson <anderson@gnu.org>
branch nick: teste
timestamp: Thu 2008-04-24 20:10:24 -0300
message:
Mudancas na estrutura do arquivo1.txt
————————————————————
revno: 1
committer: Christiano Anderson <anderson@gnu.org>
branch nick: teste
timestamp: Thu 2008-04-24 20:05:14 -0300
message:
Primeiro import

Se quiser colocar o conteúdo desse repositório em algum servidor para que outras pessoas trabalhem, mas utilizando o sftp, basta:

bzr push sftp://usuario@servidor/path/para/repositorio

Depois para outras pessoas fazerem o checkout:

bzr co sftp://usuario@servidor/path/para/repositorio

e a partir daí trabalhar normamente com os bzr update e bzr commit para mandar novamente para o servidor. É possível também fazer commits offline de pois fazer um merge com o branch do servidor, para isso basta um

bzr commit –local

Fica a dica! :-)

Ubuntu Hardy 8.04 – Primeiras Impressões

Durante essa semana eu instalei o Ubuntu 8.04 em meu computador principal de trabalho. Não consegui aguentar o lançamento final que vai acontecer em 12 dias, segundo o contador oficial.

Fiz backup do meu $HOME, gravei o CD com a versão AMD64 (a arquitetura que utilizo) e iniciei a instalação. Logo no início, peguei um problema com o Ubiquity, que é o instalador do Live-CD. Esse problema acontece apenas com teclados ABNT-2, faz com que o X seja reinicializado quando chega na tela de seleção do layout de teclado. Conversei com o Licio a respeito que logo informou sobre a existência de um bug. A solução é iniciar a instalação em inglês e no final fazer as alterações do layout do teclado e preferências do idioma para o português do Brasil já dentro do Gnome já instalado no HD. Provavelmente esse bug será corrigido no lançamento final.

Depois de aguardar a instalação, chegou a hora do primeiro boot. A tela de login GDM está com tema diferente, mais elegante. No Gnome, o tema também está com leves mudanças no visual, incluindo um papel de parede novo. O Gnome parece estar mais otimizado em seu consumo de memória, os aplicativos estão com as versões mais novas, como já era de se esperar, com destaque ao Firefox 3 (beta), o Prism que foi incluído nessa versão do Ubuntu, entre outros.

Encontrei por acaso um aplicativo bastante curioso, o BlueProximity. Funciona via bluetooth (sua máquina precisa ter placa bluetooth) mais ou menos assim: você deixa seu celular pareado com o aplicativo e ele fica o tempo todo verificando a presença do seu celular. Quando você sai do ambiente (e leva o celular junto), ele detecta sua ausência e automaticamente trava a tela com screensaver e senha. Quando você retorna para o ambiente (junto com seu celular) ele detecta sua presença e libera a tela para você continuar trabalhando.

De uma forma geral o novo Ubuntu está muito bom. Aplicativos mais novos e mais produtivos, a tradução está excelente (parabéns a quem ajudou a traduzir para o português do Brasil) e sem dúvidas o lançamento oficial está sendo bastante esperado, porque será uma versão LTS (Long Time Support), ou seja, terá seu suporte garantido por vários anos. Se você também não aguenta esperar o lançamento oficial, pode baixar a versão beta aqui. Mas lembre-se, é versão beta, não instale em ambientes críticos (embora eu não tenha encontrado nenhum bug significativo, exceto do layout de teclado durante a instalação).

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O Ubuntu está em todo lugar

A cada dia que passa fica mais fácil comprovar o quanto o Ubuntu está crescendo e ganhando novos adeptos, até mesmo quem não é da área de tecnologia. A distribuição deixou de ser apenas “mais uma” e começou a ser destaque em vários jornais e revistas mundo afora.

Na Folha de São Paulo de ontem, no caderno de informática, uma matéria de página inteira sobre o evento CanSecWest, sobre segurança. Dentro desse evento havia um desafio, que seria invadir três notebooks com sistemas operacionais diferentes, são eles o Mac OS X, WIndows Vista e o Ubuntu representando o GNU/Linux. Cada sistema operacional foi instalado em sua última versão, com todos os patches de segurança aplicados. Como prêmio, o invasor ganharia a própria máquina que invadiu mais um valor em dinheiro entre 20 mil e 5 mil dollares dependendo da forma e dificuldade da técnica aplicada para invadir.

O primeiro destruído foi o Mac OS X, no segundo dia, o Windows Vista foi comprometido. E para surpresa de todos (para mim não é uma surpresa), o Ubuntu foi o que saiu intacto e ninguém conseguiu invadir.
Com isso o Ubuntu ganhou destaque pela segunda semana seguida no caderno de informática da Folha.

O fato de estar ganhando destaque na mídia tradicional desperta o interesse de pessoas que não estão ligadas em tecnologia a conhecerem melhor essa distribuição. Já presenciei situações curiosas, principalmente quando estou usando meu notebook em locais públicos. Tenho um adesivo do Ubuntu colado na parte de trás do notebook e é bastante comum as pessoas se aproximarem e perguntar a respeito. Costumo ser bastante simpático, tirar todas as dúvidas possíveis e ainda presentear com um CD (daqueles que a Canonical envia) para que a pessoa tenha condições de experimentar o sistema por conta própria. Geralmente recebo e-mails com feedbacks positivos.

Já vi o Ubuntu sendo usado em lojas e empresas de diversos setores. Embora o uso ainda seja pequeno (comparando com o sistema operacional que monopoliza o mercado), o Ubuntu tem ganhado novos adeptos rapidamente.

Edição 11 da Full Circle Magazine disponível para download

Full Circle

A 11ª edição da revista eletrônica gratuita da comunidade Ubuntu está disponível para download. Acabei de baixar e fazendo uma leitura superficial, está bastante interessante. A revista começa comparando o Ubuntu com o Linux Mint, que não deixa de ser uma variante do Ubuntu. Se você não conhece o Linux Mint, leia um ótimo relato sobre ele aqui.

Depois de comparar os dois sistemas, a revista apresenta uma ótima matéria sobre criptografia, com o TrueCrypt, onde você pode proteger dados pessoais e confidenciais do olhar alheio, em caso de perda ou roubo de seu notebook.

Outra matéria que gostei de ver foi uma pequena introdução ao LaTeX, usando uma linguagem simples e cheio de exemplos para começar a usar essa excelente ferramenta.

Baixe a sua versão gratuitamente aqui.

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