Quem acompanha meu blog a mais tempo sabe que passo boa parte de meu dia trabalhando via Home Office, assim como a maioria dos colaboradores da Trianguli Consultoria. Quando implementei esse modelo de gestão, fui criticado e alguns me disseram que a empresa não duraria muito tempo desta forma, porque um espaço físico é essencial. Concordo em partes com esse conceito. Mas o que os clientes querem é ter seu trabalho entregue e bem feito, assim como um bom atendimento, qualidade no serviço prestado com toda atenção e mimos necessários. Pensando assim, o fato de ter ou não um escritório montado é irrelevante.
Tenho um home office bem elaborado, com boa infra estrutura, móveis confortáveis, linha telefônica independente da residencial e consigo separar bem a vida pessoal da profissional. Sei que meus colaboradores também se esforçam e conseguem trabalhar no mesmo nível, senão a empresa não teria conquistado os clientes que conquistou. Tive a sorte de encontrar bons profissionais para me auxiliar, com alta produtividade e em um esquema que fica bom para todo mundo. Esses profissionais são como minha segunda família e agradeço muito a eles pelas conquistas. Gosto de um modelo ganha-ganha, onde prometemos pouco e entregamos muito, assim como as recompensas são divididas de acordo com a meritocracia de cada um da equipe. Enfim, um modelo bastante arriscado a qual resolvi investir e está dando certo a mais de 3 anos.
Percebo pelas nossa reuniões no Google Talk ou Skype que existe uma certa solidão entre os colaboradores. Na verdade, uma falta de contato físico e uma necessidade de estar com outras pessoas, mas nada que afeta a produtividade de cada um. Quem trabalha via home office, passa boa parte de seu dia isolado em sua própria residência, realizando serviços e atendendo as demandas de seus clientes. Muitos pegam o notebook e vão para cafeterias, shoppings e locais públicos para estar com outras pessoas ou simplesmente ver que o mundo exterior existe.
Em períodos de desenvolvimento de projetos, quando as tarefas já foram delegadas e cada um está concentrado em sua parte, eu mesmo costumo fazer isso, pego o notebook e vou para algum lugar, geralmente alguma Starbucks. Mas existe um certo desconforto, nem sempre conseguimos uma mesa com cadeira confortável. Ou então aparece um orelhudo e fica prestando atenção nas suas conversas pelo celular ou xeretando na tela do notebook. Em alguns casos até sentam do seu lado e começam a puxar assunto e são inconvenientes, como se você estivesse lá à toa.
Conheci a ideia de coworking e resolvi fazer um test-drive. Tudo começou com uma visita ao Pto de Contato e fui muito bem recebido por todos, em especial pela Fernanda, quem teve a ideia genial de montar o local. Conversamos bastante e resolvi alugar um plano. O primeiro dia de coworking foi ótimo, o local é confortável, tem cafezinho e guloseimas à vontade, pessoas bacanas e muitos também trabalham com TI, então serve também para fazer networking e até mesmo gerar novas consultorias. A experiência foi muito positiva e a partir de agora estarei dividindo o dia de trabalho entre escritórios de clientes, home office e coworking. Quando bater aquele tédio e faltar inspiração ou precisar receber algum cliente, basta dar um pulo no local e ficar algumas horas do dia trabalhando por lá. O bacana do coworking é que todos alugam seu espaço, dividem o mesmo ambiente, mas não existe a dispersão porque todos estão concentrados em seus negócios e estão pagando para isso. Existe cadeira e mesa confortável, ponto de internet, tomadas por perto e utilidades de escritório caso necessário (envelopes, impressora, scanner, fax, telefone, etc). Tudo isso ajuda a recuperar a inspiração e tocar adiante seu negócio.
A ideia ainda é nova no Brasil, o Pto de Contato foi pioneiro em criar esse ambiente de colaboração. Existe também o The Hub na região dos Jardins, mas não cheguei a visitar esse local.
Fica a dica para quem está cansado de home office e também não aguenta mais trabalhar em cafeterias.
Trabalhar em um home office tem muitas vantagens e desvantagens. Em uma cidade como São Paulo, a maior vantagem é o fato de não enfrentar o trânsito ou o sistema de transporte que está sempre lotado e ineficiente para atender uma cidade deste porte. A desvantagem é o fato de estar isolado em algum local dentro de casa, sentir falta de contato humano e isso poder causar alguma improdutividade. Além disso, não é nada agradável receber clientes na própria casa, concorda?
Em muitos casos eu costumo pegar o notebook e ir até alguma cafeteria como a Starbucks ou Fran’s café. Esses locais oferecem mesas confortáveis, além de ser um ótimo ponto de encontro com clientes ou parceiros de trabalho. Mas também tem desvantagens, como compartilhar o ambiente com outras pessoas e correr o risco de sentar um orelhudo em uma mesa próxima e ficar ouvindo todo aquele seu plano de negócios genial, que você demorou dias para elaborar.
Tenho lido em vários blogs no exterior uma outra forma de trabalho chamada Coworking. Fiquei muito feliz em saber que aqui em São Paulo tem um escritório de Coworking e fica bem localizado no bairro de Pinheiros, próximo da Av. Rebouças e Faria Lima. O Wikipedia resume muito bem o que é Coworking:
“Coworking é uma tendência mundial para um novo padrão de trabalho.
Os profissionais autônomos, quem trabalha em casa e quem viaja muito a trabalho sofrem de um mal comum: o isolamento. Coworking é união de um grupo de pessoas que continuam trabalhando independentes umas das outras, mas compartilham valores e buscam a sinergia que acontece quando pessoas talentosas dividem o mesmo espaço, gerando um fluxo de troca de idéias e experiências.
Grande parte dos espaços de coworking foram fundados por empreendedores “nômades” de tecnologia, que buscavam locais de trabalho alternativos aos cafés e às suas próprias casas.
Incubadoras de startups, centros de negócios ou escritórios virtuais não se encaixam no modelo de coworking, pois lhes faltam os principais aspectos: o social, o colaborativo e o informal. As práticas de conduta do coworking fazem com que ele se aproxime mais ao modelo das cooperativas, onde o foco não está apenas no lucro, mas também na sociedade.” Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Coworking
Bacana, né? É um espaço compartilhado com outras pessoas que trabalham como você: em home office, mas não aguentam mais o isolamento. O mais interessante é a possibilidade de encontrar possíveis parceiros de trabalho em um ambiente como este. E não tem toda aquela bagunça e barulho que se encontra em cafés.
Aqui em São Paulo, o Pto de Contato oferece ambiente de coworking. Você contrata um plano que dá o direito de um número X de horas por mês. Exemplo, o menor plano é o de 12 horas e custa R$ 99,00 por mês. Este plano permite que você tenha sua mesa no local, utilização de internet wireless, impressora multifuncional, divulgação do endereço e telefone em seu cartão de visita, café, água e guloseimas. Você pode utilizar essas 12h por mês como desejar, dividindo da forma que for mais conveniente. Além disso, o local oferece sala de reunião (que é alugada à parte e custa R$ 15,00/hora para clientes de algum plano) e pode ser uma excelente alternativa para receber clientes.
Você pode também contratar apenas o plano contato, que custa R$ 49,00 por mês e assim poderá divulgar o endereço em seu cartão de visitas e receber correspondências, assim como alugar a sala de reunião a R$ 15,00/hora quando precisar receber algum cliente.
Pensando bem, não é um investimento caro. Contratando um plano de 12h a R$ 99,00 por mês, o valor da hora fica em R$ 8,25. Considerando que uma ida a uma cafeteria como a Starbucks, você certamente terá consumo de café, doces, salgadinhos, o gasto médio fica R$ 20,00. Além disso no ambiente de coworking, você terá a possibilidade de fazer novos contatos. É uma ideia a ser analisada.
Mais informações:
Pto de Contato
Rua Fradique Coutinho, 137 (Pinheiros)
Fone: (11) 3063-2049
Site: http://ptodecontato.com.br
Blog: http://ptodecontato.com.br/blog/
Twitter: @ptodecontato
Passei mais de um mês sem escrever nada neste blog, creio que nunca fiquei tanto tempo sem escrever desde sua criação. A vida de quem trabalha via home office pode ser corrida e de agenda cheia, como de quem trabalha em escritórios. Engana-se quem pensa que os profissionais de home office tem vida fácil, pode acordar a hora que quer e pegar um cineminha durante o dia. Não é bem assim, os compromissos profissionais falam mais alto e a carga de trabalho pode aumentar muito, exigindo do profissional um ritmo mais intenso de trabalho, gerando até stress e problemas de saúde. De certa forma, isso aconteceu comigo e depois de uma fase intensa de trabalho e viagens, tirei uma semana de folga. Sim, apenas uma semana, mas fez uma diferença enorme.
A saúde apresenta sinais claros quando algo não está indo bem, excesso de dores de cabeça, falta ou excesso de apetite ou irritabilidade podem indicar que algo não está indo bem. Cuidados são necessários para evitar problemas maiores e uma semana de folga, embora pareça pouco tempo, é muito gratificante para quem está passando por uma fase de stress e muita pressão. Tirar férias ou uma folga do home office? Por que não? Pensar na vida e carregar as baterias é necessário para qualquer profissional. As vezes é difícil convencer o cliente ou empresa que você precisa deste tempo, ainda por cima precisa aguentar coisas do tipo: “Você trabalha em casa e está querendo folga?”. Mas quando a produtividade não está boa e a saúde indica que existe algum problema, não tem outra saída. Mas a volta é gratificante: melhor disposição, baterias recarregadas, mente e corpo em sintonia. Vale a pena!
Olá pessoal, faz tempo que não escrevo nada no blog, os últimos dias foram bastante corridos e exigiu uma dedicação extra no trabalho e na vida pessoal. Para desenferrujar um pouco, voltarei ao assunto home office já que recebi diversos e-mails de pessoas interessadas em saber mais sobre o assunto e fiquei feliz de saber que minha experiência serviu de inspiração aqueles que estão aderindo ao home office.
Trabalhar em home office tem suas vantagens, mas também algumas desvantagens. A principal desvantagem é o fato de literalmente dormir no trabalho. Embora no meu caso, o home office seja um cômodo separado e com jeito de escritório, o ambiente em si faz parte de minha casa e se não houver disciplina, as tarefas profissionais podem não ser tão produtivas ou favorecer o desvio de horas do dia para resolver assuntos particulares. Consigo separar bem esses dois lados e minha produtividade em home office é muito maior do que em um escritório tradicional.
Um ponto que me incomoda um pouco nesta prática é sentir a necessidade de ver pessoas, movimento e sair um pouco do ambiente solitário do home office. Muitas vezes costumo pegar o notebook e ir para algum local público, onde fico trabalhando por algumas horas. Isso me ajuda a obter maior inspiração e tornar o trabalho mais divertido, principalmente nos momentos onde o trabalho está exigindo uma dedicação extra e existe uma certa falta de inspiração, como aconteceu comigo nos últimos dias. Aqui em São Paulo, várias cafeterias oferecem um ambiente bastante confortável para quem deseja levar seu notebook e trabalhar durante algumas horas. A minha preferida é a Starbucks, sendo que não é difícil me encontrar instalado em alguma Starbucks durante algumas horas por dia (gosto da Starbucks localizada na Al. Santos esquina com a Al. Campinas ou a do térreo do Shopping Eldorado).
Outra saída é ficar alguns dias trabalhando no escritório, que no meu caso fica no Rio de Janeiro. Desta forma é possível conversar com a equipe, agilizar algumas tarefas e permite sair um pouco do ambiente solitário do home office.
Conheço cada vez mais pessoas que estão aderindo ao home office, o assunto está se tornando tão popular que neste último domingo, a Folha de São Paulo publicou o artigo “Dormindo no Serviço” (para assinantes Folha ou conteúdo UOL), no caderno de imóveis. O jornal destaca alguns pontos positivos desta prática e como fica a questão legal no condomínio para quem utiliza sua casa como escritório. Neste caso, se o profissional desenvolve trabalhos intelectuais, sem fazer barulho e sem haver circulação de pessoas no condomínio, a prática é bem aceita e respeitada. No meu caso, trabalho com internet, preciso apenas de um computador conectado à rede para desenvolver meu trabalho e nunca utilizo meu home office para agendar reuniões com colaboradores ou clientes. Prefiro sempre utilizar algum espaço público, em uma cafeteria ou alugar uma sala em algum hotel quando a reunião tem muitos participantes.
O mais interessante é saber que muitos condomínios novos já estão querendo atrair os profissionais de home office e já oferecem salas que podem ser utilizadas com a finalidade de reunir clientes e fazer apresentações, tudo isso dentro do próprio condomínio, em uma área separada da residencial. Em sites de busca de imóveis, não é difícil encontrar prédios com essa facilidade, principalmente ‘lofts’ e os chamados de ‘studios’.
Em grandes cidades, a prática pode beneficiar não apenas o trabalhador, mas a empresa em si. O trabalhador fica mais disposto, não perde horas no trânsito e produz mais. Ambos podem economizar com essa prática.
Veja também:
Estou planejando uma reforma geral no meu home office. Trocar os móveis, cabeamento e organizar estante de livros são as principais tarefas.
Dor nas costas é sinal que a cadeira e a mesa não estão confortáveis, então este é o primeiro passo do planejamento. Pesquisando em algumas lojas online é possível fazer um orçamento básico dos custos da cadeira e uma mesa nova, mas antes da compra é necessário ir até o local e fazer um test-drive. Sentar na cadeira, observar bem os ajustes de altura e encosto, resistência e qualidade do material. Uma boa cadeira pode custar mais de mil Reais, mas o investimento compensa. Se você trabalha em home office, provavelmente passa boa parte de seu tempo sentado. Cadeira de qualidade duvidosa pode causar lesões na coluna a longo prazo. É igual colchão. O mesmo vale para mesa, que não deve ser muito alta ou muito baixa.
Outra vontade antiga é organizar melhor o cabeamento. O Augusto Campos publicou no Efetividade um excelente artigo sobre organização de cabos, que me ajudou a planejar melhor com um custo bem reduzido. Provavelmente vou seguir essas dicas.
Por último, minha estante de livros está relativamente cheia e sem espaço para novas publicações. A idéia ideia é organizar esses livros e procurar alguma biblioteca pública e fazer uma doação. Claro, nem todos os livros são técnicos, alguns são de literatura que certamente terão muito mais valor nas mãos de uma criança carente. Os livros técnicos, muitos já estão mais que obsoletos e podem ser considerados peças de museu, com um “Core PHP Programming”, criado logo após o lançamento do PHP3.
Se você trabalha em home office, fazer pequenas mudanças sempre ajuda a melhorar a inspiração e tornar o ambiente mais agradável, principalmente se os móveis já estão velhos e causando dores nas costas ou tendinite. Com bom planejamento é possível trocar os móveis sem gastar muito, aproveitando as promoções de início de ano.

Discovery Channel
A muito tempo venho defendendo a iniciativa de trabalhar em home office. Já adotei essa iniciativa a bastante tempo e em posts anteriores, contei um pouco de minha experiência, das vantagens e desvantagens deste método de trabalho. Veja mais na tag home office. Quem já adotou ou pretende adotar essa idéia recomendo fortemente a leitura de dois excelentes blogs sobre o assunto: o Chega de Trânsito e o Efetividade.
Já que o assunto é trânsito, quem mora nas grandes cidades sabe muito bem o que é ficar horas e horas parado em engarrafamentos, passando stress e perdendo a tão almejada qualidade de vida. Sobre esse assunto, tive o privilégio de participar hoje do release de um excelente documentário do Discovery Channel, chamado “Soluções para o Trânsito“, de produção brasileira e com estréia para o dia 28 de setembro às 21:00h. Eu assisti um pedaço do documentário e fiquei impressionado ao saber que em São Paulo, mais de 900 novos carros entram em circulação por dia. Se mais empresas adotassem o home office, acredito que contribuiria muito com o fim do caos do trânsito. Segue abaixo o release da nova série do Discovery Channel:
Projetos e soluções para por fim ao caos do trânsito
Nova produção local do Discovery Channel traz a opinião de especialistas e autoridades, além de exemplos de sucesso como Curitiba e Londres.
A frota de veículos de São Paulo já passou de seis milhões e não pára de crescer: diariamente 900 novos carros entram em circulação de acordo com dados ca CET. Os paulistanos que enfrentam o trânsito e recordes de congestionamento chegam à conclusão de que o colapso está próximo. Com o objetivo de oferecer alternativas para o trânsito de São Paulo, o Discovery Channel estréia o documentário Soluções para o Trânsito no domingo, 28 de setembro às 21h.
A produção, com uma hora de duração, recorre às origens do trânsito paulistano para explicar como a cidade chegou à alarmante situação em que está e como isso afeta o cotidiano das pessoas. De forma dinâmica aliada a recursos de computação gráfica, Soluções para o Trânsito mostra como projetos que pareciam ambiciosos conseguiram sair do papel para se tornar realidade nas cidades de Bogotá, Cidade do México, Curitiba e Londres. Enquanto engenheiros, sociólogos e arquitetos avaliam a aplicabilidade das soluções apresentadas à cidade de São Paulo.
Entre os exemplos internacionais está o pedágio urbano de Londres, que apesar de polêmico, trouxe resultados efetivos: 57 mill veículos a menos em circulação, aumento da frota de ônibus com a receita obtida com a taxa, reduzindo o tempo de espera dos passageiros, além do aumento de 50% dos usuários de bicicleta.
O programa também apresenta um caso de êxito brasileiro: o sistema de ônibus expresso de Curitiba, parte de um projeto que redesenhou o crescimento da cidade e as vias de trânsito exclusivas ao transporte. Hoje apesar de ser a capital brasileira com maior número de carros por habitante, 28% da frota de 500 mil veículos fica na garagem nos dias de semana. “O congestionamento é um problema de quase todas as metrópoles porque o automóvel ocupa um espaço muito grande” afirma Edurardo Vasconcelos — sociólogo e engenheiro da Associação Nacional dos Transportes Públicos.
Alguns dados curiosos sobre o trânsito de São Paulo:
Saiba mais:
Quando: 28 de Setembro de 2008 às 21:00h
Onde: Discovery Channel
O trabalho em home office também é suscetível ao stress, principalmente se faltar disciplina. Muitas tarefas acumuladas, o fato de estar o dia e a noite no mesmo local (a residência) fazem o stress subir a níveis elevados. Todo mundo passa por momentos de muito trabalho e excesso de responsabilidade, mas antes de entrar em desespero, eu sigo algumas instruções simples que me ajudam muito e espero ajudar outras pessoas também.
A disciplina: cabe a cada indivíduo observar e definir seus horários de maior e menor produtividade. O meu horário de maior produtividade é no início da manhã, então costumo acordar cedo, praticar um pouco de meditação, ler o jornal e iniciar minhas atividades profissionais. Costumo deixar para fazer de manhã as atividades que exigem maior raciocínio lógico e possuem um maior grau de dificuldade. Como acordo cedo, faço minha hora de almoço por volta das 11:30h. Durante aproximadamente uma hora, me desligo totalmente do home office para preparar ou almoço ou sair para almoçar na rua. Em seguida retorno ao trabalho e continuo trabalhando até notar que a produtividade começa a cair (não sou muito produtivo a noite). Ao perceber que a produtividade e a atenção diminuem, faço tarefas mais simples e mecânicas, deixando o que é mais complexo para o início do dia seguinte.
Exercícios físicos e hobbies: é importante praticar uma atividade física ou hobbie. No meu caso ainda não estou praticando exercícios físicos, mas pretendo começar em breve. O simples hábito de fazer alguma coisa diferente do trabalho é estimulante e inspirador. Cabe a cada um definir um hábito que lhe seja prazeroso e ajude a obter inspiração. No meu caso, gosto de meditação e yoga, mas sinto falta de exercícios físicos e estou procurando uma academia para iniciar em breve. Home office é uma atividade muito solitária e as vezes monótona devido a falta de contato físico com colegas de trabalho. A escolha de um bom hobbie serve para obter inspiração e tornar o dia a dia mais saudável.
Nos momentos de stress e falta de inspiração: assim como em um escritório, home office proporciona momentos de stress e falta de inspiração. Quando isso acontece, geralmente eu faço alguma coisa fora do home office, como ler um jornal ou dar uma volta no quarteirão. Ver pessoas e coisas diferentes podem fazer a inspiração voltar e dar mais ânimo para os momentos de stress. Evito ao máximo ligar a TV, pois isso pode ser um convite a dispersão e acabar de vez com a produtividade. Ouvir músicas leves durante o período de trabalho ajuda também. Outra coisa que costumo fazer nessas horas é pegar o notebook e ir até uma cafeteria ou outro local público. Ver pessoas passando ao seu redor, pode até ajudar a obter inspiração.
Saber separar o home office da vida pessoal: muita gente tem dificuldade de fazer isso e fica recebendo telefonemas de clientes às 11 da noite perguntando se conseguiu terminar aquele relatório. Por esse motivo, tenho uma linha de telefone VoIP que uso apenas para o home office e não passo o telefone residencial para os clientes. É uma maneira que encontrei de ter o home office como algo muito próximo de um escritório e manter a disciplina evitando stress e levando a uma falta de produtividade.
Faça de seu home office um ambiente agradável: por último, é muito bom trabalhar em um local confortável e agradável. O fato do home office ser um cômodo ou local de sua casa, permite que você escolha os móveis e faça a decoração do jeito que desejar. Escolher móveis confortáveis e faça uma decoração agradável. Isso faz muita diferença.
Trabalhar em home office é muito divertido, mas pode levar ao stress, dispersão e outras complicações. É importante esquecer que o home office é uma extensão da residência e adotar pequenos rituais para que o trabalho esteja em dia e o seu cliente (ou chefe) perceba que você está sendo produtivo e incentive a prática de home office. Pequenos hábitos fazem muita diferença.
Semana passada tive uma péssima experiência com meu link principal de internet. Durante toda o período da manhã de segunda-feira, o link ficou totalmente instável e apresentando vários problemas de navegação e rotas perdidas. Isso é muito raro de acontecer com meu provedor (não, não uso a Telefonica). A dois anos com o mesmo serviço, posso contar nos dedos as horas que ficou fora, mas infelizmente as vezes acontece e bem nas horas onde a internet é necessária e aquele trabalho precisa ser finalizado no mesmo dia.
Por sorte, adquiri a alguns dias um acesso banda larga por celular, o tão famoso 3G. Isso foi o que me salvou, consegui finalizar as tarefas do dia sem meu link principal. A única desvantagem foi ficar sem telefone porque utilizo uma linha VoIP ligada em um aparelho ATA
para meu home office, dessa forma separo totalmente o telefone residencial do profissional. Usar o VoIP com o 3G não é uma boa idéia, então o jeito foi informar os colegas de trabalho que estava sem o telefone principal e ligar para o celular em caso de emergência.
Fazendo um balanço geral é possível concluir que trabalhar em casa não é tão barato quanto parece. É necessário investir em equipamentos, links de internet e naturalmente os gastos com eletricidade, telefonia e manutenção de equipamentos aumentam bastante. Para que o trabalho em home office não seja prejudicado por uma interrupção de algum serviço essencial, praticamente tudo precisa ter uma redundância, veja:
Somando todos esses pequenos detalhes, o valor pode ser considerável. Eu tenho o hábito de fazer um caixa para meu home office onde guardo um valor mensal, que será utilizado em momentos de necessidades, troca de equipamentos, manutenção, etc. Como não gosto de ter surpresas e muito menos ficar inoperante, não poupo esforços para manter tudo em ordem. Trabalhar em home office é responsabilidade em dobro.
Trabalhar em Home Office pode parecer econômico e prático, mas depende de você criar essa disciplina. No mesmo momento que você economiza com transporte e alimentação na rua, seus gastos com eletricidade, telecomunicação (telefone, internet, celular) e manutenção de equipamentos
(computadores
, impressoras
, celulares, etc) aumentam bastante. Durante vários meses, fui anotando todos os gastos com home office e pude constatar que em determinados momentos, o gasto pode ser igual ou superior ao trabalho em um escritório
, considerando deslocamento e alimentação. Embora esse aumento não aconteça todos os meses, ele existe e você pode precisar de um dinheiro extra em certos momentos, seja quando seu equipamento necessita de assistência técnica ou quando a conta de telefone vem alta demais.
Acabei criando uma disciplina de economizar todo mês o valor correspondente ao trabalho em escritório, a conta é simples, basta saber quanto é gasto diariamente com deslocamento (carro, ônibus, metrô, estacionamento), alimentação (almoço, lanche da tarde, cafezinho, happy hour com amigos) e guardar esse valor como um fundo de emergência (poupança, fundo de renda fixa, etc). Se você já tem o hábito de poupar uma parte de seu salário, não misture a sua economia mensal com seu fundo de emergência. Se possível, crie contas separadas ou até mesmo mantenha o dinheiro do fundo de emergência em casa (o que não é boa idéia porque vai desvalorizando com o passar do tempo).
Quando passar por um momento de emergência (equipamento que necessita manutenção, gasto extra com táxi ou algum chamado de emergência, etc), você terá um dinheiro guardado e separado de suas economias habituais. Poderá utilizá-lo para esse fim sem comprometer seu orçamento mensal. Utilize apenas para atividades relacionadas ao home office.
Outras atividades lucrativas
Se você gosta de blogar, poderá escrever nas horas vagas e ainda ganhar um dinheiro extra com seu blog. No blog Efetividade.net, esse artigo explica muito bem que isso é possível. Eu posso testemunhar que isso realmente é possível, em um determinado mês os meus ganhos com programas de afiliados foram suficientes para cobrir todas as despesas com moradia. Mas é necessário ter disciplina e escrever seus artigos em momentos que não atrapalhem suas atividades com home office, pois a perda de produtividade pode significar menos dinheiro no final do mês.
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Ontem eu passei por um grande aperto. Estava bastante concentrado em um trabalho importante, com prazo super curto e totalmente dependente da internet, quando de repente: ploft! Acaba a luz. Olho para a rua, todos os outros prédios pareciam estar sem energia elétrica e alguns semáforos também estavam apagados. No meu caso não adianta investir em um no-break, a energia elétrica raramente falta por aqui, além do fato de morar em um prédio e no térreo ter um roteador do provedor de cable que distribui o sinal de internet. Ou seja, acabou a luz no prédio, fico sem internet porque o roteador está fora do ar e lá em baixo não tem no-break.
O jeito foi pegar o notebook, colocar na mochila e descer todos os andares de escada (por sorte não são muitos). Fui a uma loja da Starbucks, comprei um café, sentei em uma das mesas e abri o notebook para trabalhar. Fiquei várias horas trabalhando nesse local, que é um convite para dispersão. Além de ter muita gente passando em volta, o ambiente é barulhento e você acaba tendo problemas para se concentrar. Mas deu certo, resolvi alguns problemas e adiantei meu trabalho. Em uma emergência, é melhor do que nada.
Nunca precisei tanto de mobilidade como ontem. Sou assinante da Vex, uma empresa que possui milhares de hotspots espalhados pelo Brasil (e pelo mundo) e até então só utilizava o serviço quando estava em aeroportos, era uma forma de enfrentar os intermináveis atrasos das companhias aéreas. Todo mês meu provedor debitava o valor da mensalidade e eu raramente utilizo o serviço. Sou o típico usuário que eles adoram.
Bom, comecei a pensar em outras formas de mobilidade. No meu home office tenho apenas um link de banda larga, do provedor Ajato (TVA) que raramente me deu problemas e raramente fica fora do ar. Mas as vezes problemas acontecem e meu plano B é pegar o notebook e correr para um local que tenha wi-fi.
O grande problema da Vex é você precisar se deslocar para um local que tenha hotspot e torcer para pegar um bom hotspot com boa qualidade sinal. Por sorte, sempre que precisei o serviço superou expectativas e funcionou como se eu estivesse em meu home office. Mas tem o problema de precisar ir a um local público, onde sempre tem um pescoçudo olhando para tela de seu notebook.
Estou a tempos namorando o Claro 3G. Ainda acho o preço relativamente salgado e li alguns relatos de instabilidade. Mas parece que o serviço está de fato ganhando boa aceitação e tendo sua qualidade melhorada. Fico em dúvida se o serviço realmente funciona bem no GNU/Linux, já li alguns relatos na rede mas só vou comprar quando cair de preço e alguma loja permitir que eu faça um teste no notebook antes de adquirir. A grande vantagem é poder se conectar de qualquer lugar que tenha sinal de celular e disponibilidade do serviço. Também é necessário torcer para a ERB (Estação de Rádio Base) estar com poucos usuários. Ouvi dizer que vão reduzir os preços (oba!).
Cada dia que passa a mobilidade está virando rotina. Não é difícil ver pessoas utilizando seus notebooks em locais públicos, como se fosse um escritório ambulante. Hoje em dia é possível comprar notebooks com GNU/Linux por menos de 2mil Reais. Eu mesmo comprei um modelo simples, mas funcional para poder ter essa liberdade. Pelo menos se roubarem ou perder, o prejuizo não é tão grande. Além disso, estamos em uma fase onde o acesso a internet está ficando cada vez mais facil e possível de qualquer lugar. O jeito é esperar mais um pouco e ver os avanços da 3G no Brasil.
Compare preços de: celulares desbloquados, notebooks, câmeras fotográficas.